A circulação de tráfego rodoviário na faixa da direita da avenida Marginal, no sentido Cascais-Lisboa, entre a rotunda de S. Pedro e o cruzamento da Parede, foi encerrada às 20 horas, de ontem, 18 de novembro.
A decisão da Câmara Municipal de Cascais deveu-se “ao estado de degradação do muro (paredão) que serve de contenção à estrada nacional 6 (mais conhecida como estrada Marginal), ao longo de uma extensão de mais de 300 metros”, informou o executivo autárquico.
Esta manhã o presidente da câmara, Carlos Carreiras, visitou o local para analisar o estado de degradação do paredão e definir o projeto de intervenção naquele muro de contenção da avenida Marginal.
“O Plano imediato de emergência, financiado pela Câmara Municipal de Cascais, terá um valor de 150 mil euros e resulta da análise técnica do serviço municipal de Proteção Civil, tendo constatado que o risco para a circulação rodoviária é um facto que exige uma ação imediata”, explicou Carlos Carreiras numa publicação na página do município no ‘Facebook’.
O autarca de Cascais disse hoje à Lusa que a obra de contenção de risco do muro, entre a rotunda de São Pedro do Estoril e o cruzamento da Parede, começa na quarta-feira, durando entre quatro e cinco dias.

A obra terá um valor de 150 mil euro. O serviço municipal de Proteção Civil, constatou que “o risco para a circulação rodoviária é um facto que exige uma ação imediata”
“Situações pontuais de degradação”
A Avenida Marginal é uma estrutura da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP) “não possuindo a autarquia a responsabilidade direta sobre aquela via”, destacou o autarca, acrescentando que “em diálogo com o IP”, a autarquia avançará a médio prazo com a obra da recuperação do muro de contenção, num investimento que ascenderá aos dois milhões de euros.
“É uma obra estrutural estimada em dois milhões de euros, mas ainda precisa de um conjunto de procedimentos. Já tem projeto, vai ser lançado concurso público, depois tem de ter o visto do Tribunal de Contas. É uma obra que demorará mais algum tempo”, acrescentou o autarca.
Num comunicado divulgado hoje, a Infraestruturas de Portugal confirma que foram detetadas “situações pontuais de degradação da muralha da orla costeira que decorrem da abrasão marítima, eventualmente agravadas pelas marés das últimas semanas”.
A IP assegura que esta muralha “não suporta diretamente a estrada Marginal, cuja plataforma rodoviária assenta num maciço rochoso calcário que mantém a sua integridade” e afirmas que as situações observadas na muralha “têm vindo a ser objeto de monitorização periódica pela IP na medida em que a evolução da erosão desta muralha poderia a prazo impactar no muro de proteção da EN6 (estrada Marginal)”.

