Açores produzem 600 milhões de litros de leite por ano mas pandemia e guerra criam dificuldades

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Os Açores produzem anualmente 600 milhões de litros de leite, o que representa entre 33 a 35% da produção nacional, mas o setor enfrenta “dificuldades” devido à pandemia e à guerra na Ucrânia, alertou hoje o presidente da LactAçores.

“Os Açores produzem 600 milhões de litros de leite e 50% do queijo que é produzido a nível nacional é de origem açoriana. Temos produtos criados na excelência da nossa natureza. Mas, a pandemia de covid-19 e a guerra criaram dificuldades ao setor”, afirmou à agência Lusa Pedro Tavares, presidente da LactAçores, formada pela união de três cooperativas.

A LactAçores é uma União de Cooperativas produtoras de lacticínios e integra a Unileite (São Miguel), Uniqueijo (São Jorge) e Calf (Faial). Comercializa os produtos das três cooperativas associadas, como leite, natas, queijo e manteiga.

O presidente da LactAçores destacou o peso do setor para a economia regional numa altura em que se colocam novos desafios devido à pandemia, que provocou instabilidade comercial e alteração de hábitos dos consumidores, e, mais recentemente, a guerra na Ucrânia que “agravou os custos de produção”.

“O leite tem um grande peso na economia regional, pois contribui de uma forma expressiva para a criação de emprego e para a promoção do turismo e gastronomia local”, referiu Pedro Tavares.

Segundo o dirigente, neste momento “as dificuldades mais acentuadas” do setor do leite são “os aumentos dos custos de produção a todos os níveis”, nomeadamente o preço de fertilizantes, consumíveis para as indústrias de transformação, energia e plásticos.

“Ao nível da comercialização, os transportes têm aumentado muito e nós, com a nossa insularidade, acabamos por ter dificuldades acrescidas. Mas, é um desafio que temos de ultrapassar”, disse à Lusa o presidente da LactAçores.

Destacando as características dos produtos regionais, reconhecidos pela natureza, pelo bem-estar animal e sustentabilidade ambiental, o presidente da LactAçores apelou ao reconhecimento e valorização dos laticínios açorianos.

“Apesar de todas estas dificuldades motivadas pela pandemia e pela recente guerra na Ucrânia a estratégia passa por assegurar um rendimento condigno dos nossos associados e é para isso que trabalhamos diariamente”, salientou,

Para Pedro Tavares, “o respeito pelo bem-estar animal e pela natureza” permite criar nos Açores produtos de excelência.

“O objetivo passa sempre por tentar fazer uma produção o mais sustentável possível e depender o mínimo possível do exterior, já que aumentaram os custos dos cereais que compõem as rações e os transportes”, defendeu o responsável, para quem é também necessário continuar a apostar na promoção dos laticínios, acompanhando as tendências do consumidor.

Hoje, que se assinala o Dia Mundial do Leite, o presidente da LactAçores apelou ao consumo de um produto que dá “garantias de qualidade” e que “faz, desde sempre, parte da alimentação”.

“O leite é dos mais ricos e completos produtos na cadeia da alimentação. É um produto natural, rico em proteínas, hidratos de carbono, vitaminas, minerais. Além disso, é um alimento versátil na sua transformação, utilização e consumo, fatores que conferem uma facilidade de integração na nossa alimentação diária”, sublinhou.

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