2022, incerteza e esperança 

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Os portugueses nunca foram um povo muito otimista, mas têm que enfrentar o ano de 2022 com alguma “esperança” que será imprescindível, para que o nosso país descole da pobreza que atingiu grande parte da sua população. 

Portugal regrediu nos últimos anos em áreas essenciais para o desenvolvimento; para o qual contribuiu a alta taxa de emigração de mão de obra qualificada, uma resposta aos salários mais baixos praticados na união europeia em consequência da quebra do investimento nos últimos anos em Portugal; que não deixam perspetivas animadoras de mudança, a não ser que tudo venha mudar a seguir às eleições de 30 de janeiro.

Aos deserdados da “democracia” que são os milhões de pobres existentes no nosso país, ainda lhes resta uma ténue expectativa de que o futuro lhes seja um pouco mais promissor; mas essa decisão, ainda continua nas mãos de quem há mais de 40 anos tem ditado a sua sorte. 

Portugal tem sido governado pelos mesmos partidos nos últimos anos, o que em democracia seria um fator importante para levar a bom termo reformas em benefício dos seus cidadãos; alguns fatores colaterais como é o caso da epidemia, não justifica o estado de pobreza em que o nosso país caiu nos últimos anos; lembro a crise económica mundial 2008/2015 de onde todos os países saíram à exceção de Portugal, portanto tem que existir uma causa para o efeito.

Os portugueses sentem o seu país a empobrecer, em consequência dos projetos para o desenvolvimento terem sido ajustados a exigências partidárias; nunca existindo um consenso de convergência para dar esperança às nossas crianças, que continuam a ser as mais pobres da Europa ocidental; uma marca negativa para quem nos representa lá fora, que são os nossos emigrantes e o corpo diplomático que muito dignamente representam o seu país. 

Se Portugal continuar dependente de quem não está interessado no seu desenvolvimento, não haverá muito que esperar; e se as duas principais forças políticas PSD/PS continuarem em conflito de interesses, que tem sido uma barreira à nossa recuperação, então podemos dizer que o futuro continua a ser adiado; até que os portugueses despertem de vez para esta realidade, porque só um entendimento entre as duas maiores forças políticas é o único caminho, para erradicar a pobreza em Portugal. 

Há anos que o crescimento é tímido e envergonhado; tenho residência no mundo rural e das pescas na zona do litoral Oeste, onde a atividade é em grande parte assegurada pela 3ª idade, porque os jovens emigraram ou estão a receber subsídios; cabendo aos idosos sem recursos para aquisição de maquinaria nova, a terem que trabalhar a terra para reforçarem as miseráveis reformas que recebem. 

É urgente uma dinâmica que desperte os portugueses para o trabalho e a produtividade, complementados de incentivos materiais; o atual governo não deve apenas preocupar-se com os que têm um pouco mais, mas implementar medidas para nivelar para cima os que têm menos, e não esconder as verdadeiras causas da pobreza em Portugal que têm rosto, nomes e destinatários; muitos deles integravam até há poucos anos a classe média do nosso país; que é a mais produtiva, e a que pode assegurar a sustentabilidade de um Portugal mais próspero e justo. 

O desequilíbrio entre ricos e pobres está na origem de muito do descontentamento que não beneficia o desenvolvimento do nosso país, que ainda está sufocado por privilégios adquiridos em muitos casos, à custa do empobrecimento da grande maioria dos portugueses; se esta situação não for invertida, então a incerteza continuará a sobrepor-se à esperança. 

Muitos dos nossos pobres foram recentemente extraídos à classe média; sendo urgente a sua recuperação, para ajudarem na difícil tarefa de colocar Portugal nos caminhos da sustentabilidade e do desenvolvimento. 

Os portugueses aguardam que 2022 seja o ano da esperança e da reposição da justiça, sem exceção para todos os que amam este belo país.

Um Feliz Ano de 2022 

Joaquim Vitorino

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