António Costa sublinha grau de risco da missão portuguesa na República Centro Africana

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O primeiro-ministro considerou que a missão portuguesa na República Centro Africana (RCA) é a mais difícil em termos de manutenção da segurança e salientou os elogios que recebe das Nações Unidas e da União Europeia.

António Costa transmitiu esta posição no início de um almoço com mais de uma centena de militares e de elementos de forças de segurança em missão na RCA.

Atualmente estão empenhados na RCA 191 militares portugueses no âmbito da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) e 45 meios. Também na RCA, mas no âmbito da missão de treino da União Europeia (EUTM-RCA), estão no terreno 26 militares.

“Esta é a missão de maior dimensão e também de maior risco no que respeita a forças nacionais destacadas. Sei que os desafios na RCA são particularmente difíceis e complexos. Os aliados nem sempre ajudam e dos inimigos não se pode esperar que facilitem”, declarou o primeiro-ministro.

A seguir, o líder do executivo disse saber que parte daqueles militares estarão em breve numa operação de maior risco e, depois, frisou que esta é já a décima missão nacional na RCA.

“Sinto orgulho por haver unanimidade nos elogios aos militares e às forças de segurança portuguesas, seja das Nações Unidas, da União Europeia, ou das próprias autoridades da RCA. Onde os portugueses chegam fazem amigos, é uma característica que nos é inata. Queremos sair da RCA ainda com mais amigos”, afirmou António Costa.

Antes, também num breve discurso, o 2º comandante da MINUSCA, o major general Maia Pereira, agradeceu a visita do primeiro-ministro “por mais breve que seja”.

Em 25 de novembro, o Governo propôs ao Presidente da República a prorrogação até 29 de abril de 2022 da nomeação do major-general Paulo Maia Pereira no cargo de 2º comandante da MINUSCA.

Maia Pereira, do Exército português, foi nomeado pela primeira vez para o cargo em janeiro do ano passado e tomou posse em fevereiro.

António Costa chegou à capital da RCA ao fim da manhã, vindo de São Tomé e Príncipe, acompanhado pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e pelo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro.

Logo após a chegada ao aeroporto de Bangui, a comitiva portuguesa seguiu para a residência oficial do primeiro-ministro da República Centro Africana, no centro da cidade, onde o líder do executivo português se reuniu com o seu homólogo, Henri-Marie Dondra.

No final de uma breve reunião, Henri-Marie Dondra elogiou a cooperação bilateral entre os dois países, sobretudo no plano militar, onde destacou a importância da vertente da formação.

Por sua vez, António Costa reafirmou o empenho de Portugal nas ações de manutenção da paz e da segurança na RCA, frisando que o país o faz no quadro das Nações Unidas e da União Europeia.

“No quadro das Nações Unidas, temos um compromisso efetivo para trabalhar em conjunto e para garantir a segurança da população. Neste domínio, as autoridades da RCA podem contar connosco”, disse.

Do ponto de vista bilateral, o primeiro-ministro referiu que Portugal vai “estudar qual a melhor forma de desenvolver a cooperação técnico militar”.

“Para nós, esta é uma missão de grande responsabilidade”, acrescentou.

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