TAP aumenta número de voos para a Madeira no período do Natal

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A TAP vai aumentar o número de voos entre Lisboa e a Madeira no período do Natal, passando de seis para oito semanais, indicou a presidente da comissão executiva da empresa, Christine Ourmières-Widener, vincando que serão disponibilizados 4.700 lugares.

“Apesar de a capacidade no inverno estar a 80%, face ao que era em 2019, temos mantido o mesmo nível de voos, ou seja, a Madeira é um destino especial”, disse, referindo que haverá alterações ao nível do preço dos bilhetes, que atualmente chegam a ultrapassar 1.000 euros.

Christine Ourmières-Widener falava na Assembleia Legislativa da Madeira, no âmbito de uma audição na Comissão de Economia, Finanças e Turismo sobre a política da companhia área nacional em relação à região autónoma.

“Realmente os preços são mais elevados [nesta época] porque a procura tem vindo a aumentar”, afirmou, em resposta a perguntas de deputados do PSD e PS, revelando também ter recebido cartas de cidadãos madeirenses com queixas a esse nível.

A presidente da comissão executiva da TAP, que prestou declarações com recurso a um tradutor, disse repetidas vezes que a política de preços resulta da lei da oferta e da procura.

“Essa medida não tem solução, porque não podemos influir no mercado”, declarou, vincando que a sua obrigação é gerir e transformar a TAP numa companhia sustentável.

No entanto, considerou que o aumento da capacidade de voos para a Madeira irá provocar uma redução dos preços.

“Nos próximos dias terão novidades sobre isso”, garantiu.

Christine Ourmières-Widener indicou, por outro lado, em resposta a perguntas dos deputados do PCP e do JPP, que as elevadas taxas aeroportuárias praticadas no Aeroporto Internacional da Madeira têm um “peso significativo” na definição das tarifas aéreas.

A presidente da comissão executiva da TAP disse também que a Madeira não é uma das rotas mais rentáveis para a companhia, ao contrário do que afirmaram deputados do PSD e do Partido Comunista.

“É uma informação que não posso transmitir por razões de mercado. É uma informação sensível”, disse Christine Ourmières-Widener, reforçando: “Se pergunta se a Madeira será uma das rotas mais lucrativas para a TAP, talvez não.”

O social-democrata Jaime Filipe Ramos insistiu, contudo, no facto de a rota ser a mais rentável por milha, concluindo que a TAP “abusa” dos madeirenses e da sua posição no mercado.

“Hoje, a TAP é uma barreira económica aos madeirenses devido à sua estratégia agressiva”, declarou.

Christine Ourmières-Widener reagiu, por outro lado, à indicação que a companhia Ryanair se prepara para entrar na ligação entre a Madeira e o continente, afirmando que a TAP irá “reagir em conformidade”.

“É verdade que nunca são boas notícias o aparecimento de um concorrente nas rotas onde a companhia está presente, sobretudo tratando-se da Ryanair, que, como é sabido, não tem sido particularmente amiga da TAP”, disse.

E reforçou: “Estamos cientes que a Ryanair vai vir com toda a força e vamos reagir com as armas que temos ao nosso alcance, mas importa, já agora, dizer que, se é verdade que a Ryanair quando entra num determinado mercado fá-lo com pompa e circunstância, também é verdade que, quando sai, a pompa e circunstância ficam de fora”.

Christine Ourmières-Widener acrescentou que, em qualquer circunstância, a companhia portuguesa não vai abandonar a região e comunicou que o número de voos semanais para a região, em período normal, passará de seis para sete em 2022, a partir de Lisboa e do Porto.

“Aquilo que me foi pedido pelo acionista maioritário [o Estado, com 72,5% do capital] foi que gerisse a empresa no sentido de a tornar um negócio sustentável”, disse, explicando que os objetivos passam por ultrapassar a “situação financeira difícil” e, simultaneamente, respeitar o “destino que dá ao dinheiro dos contribuintes”.

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