Efeitos das alterações climáticas nos incêndios são cada vez mais evidentes

Data:

 O Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia disse que os efeitos das alterações climáticas são “cada vez mais evidentes”, alertando para a época de incêndios deste ano ser pior do que a do ano passado.

“Os efeitos das alterações climáticas são, também, cada vez mais evidentes; verifica-se uma tendência crescente, claramente observável, de aumento dos riscos de incêndio, épocas de incêndio mais longas e intensos ‘megaincêndios’ que se propagam rapidamente e relativamente aos quais os meios tradicionais de combate a incêndios pouco podem fazer”, lê-se na nota de imprensa sobre o relatório dos incêndios, divulgada nas vésperas da reunião da COP26, que decorre a partir de segunda-feira em Glasgow.

“Após 2019, o pior ano jamais registado, os incêndios voltaram, em 2020, a queimar vastas áreas de terreno natural na Europa”, tendo ardido 340 mil hectares, o que representa uma área 30% superior à do Luxemburgo, aponta Bruxelas.

Este ano, alerta-se, “a época de incêndios está a ser ainda pior”, com uma área ardida de quase 500 mil hectares, estando 61% desta área em florestas.

No final de junho, altura que, tradicionalmente, marca o início da época de incêndios, tinham já ardido cerca de 130 mil hectares, que não afetam apenas os países meridionais, alerta o JRC.

“Os incêndios já não afetam apenas os Estados meridionais, mas constituem agora uma ameaça crescente também para a Europa Central e Setentrional”, afirma o comunicado, que diz que nove em cada dez incêndios são de origem humana.

“O primeiro semestre de 2020 caracterizou-se por um elevado número de incêndios florestais; os incêndios eclodiram, no inverno, no delta do Danúbio e nos Pirenéus e, na primavera, principalmente na região dos Balcãs, e, durante o verão e o outono, os países mais afetados foram os mediterrânicos, especificamente Espanha e Portugal, que registaram os maiores incêndios de 2020 na UE”, diz o documento.

Para a comissária da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude e responsável pelo JRC, Mariya Gabriel, “as alterações climáticas estão a agravar os riscos e a magnitude dos incêndios florestais em todo o mundo”.

Também citado no comunicado, o comissário responsável pela Gestão de Crises, Janez Lenarčič, afirmou que “os incêndios florestais apresentam um elevado risco de catástrofe tanto na Europa como no resto do mundo”, e acrescentou que “as alterações climáticas estão também a prolongar a época dos incêndios florestais por vários meses, o que aumenta as probabilidades de as comunidades da Europa terem, no futuro, de afrontar ainda mais incêndios florestais”.

Os relatórios do JRC sobre incêndios florestais na Europa, no Médio Oriente e no Norte de África oferecem uma vasta panorâmica da situação deste tipo de incêndios, e a publicação relativa a 2020, divulgada, inclui a análise de 33 países.

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.