Madeira perdeu mais de 16.700 residentes na última década

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A Região Autónoma da Madeira perdeu 16.725 residentes nos últimos 10 anos, uma quebra de 6,5%, registando uma população de 251.060 pessoas, revelam os resultados preliminares estatísticos dos Censos 2011 hoje divulgados.

“Vamos acreditar que somos menos, mas somos melhores”, declarou o vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, na conferência de imprensa para apresentação dos dados relativos ao arquipélago, no Funchal.

A população é composta por 133.34 mulheres e 117.712 homens.

A Madeira apresenta um aumento dos agregados familiares de 2,21%, passando de 94.990 para 92.936 e uma redução de 0,1% nos edifícios, tendo sido contabilizados 91.961 imóveis.

O Funchal, o principal concelho da Madeira, também sofreu uma redução de 5,34%, tendo perdido quase 6.000 residentes na última década, que são agora 105.919, continuando a ser o único com mais de 100 mil pessoas.

“A redução de residentes acontece em todos os 11 concelhos da Madeira”, salientou o diretor regional de Estatística, Paulo Vieira.

O concelho de Câmara de Lobos, contíguo a oeste do Funchal, após três aumentos sucessivos nos censos anteriores, regista uma diminuição de população, com uma quebra de 9,79%, acolhendo 32.175 pessoas.

Ao nível das 54 freguesias do arquipélago, apenas sete tiveram aumentos de população, tendo o maior crescimento ocorrido na de Água de Pena (Machico), com 12,94% (2.749).

As outras são Calheta e Paul do Mar (Calheta), Caniço (Santa Cruz), Tábua (Porto Moniz), São Martinho e Sé (Funchal).

São Martinho é a freguesia do Funchal com mais residentes, 26.480 pessoas, tendo crescido 1,91%.

O Porto Santo também perdeu 5,93% dos seus habitantes, 225 pessoas, mas mantém uma população residente acima dos 5.000 (5.158).

O concelho da Calheta, na zona oeste da Madeira, é o que tem o maior aumento de alojamentos (4,48%) na região, tendo 7.624 imóveis.

O vice-presidente do executivo madeirense destacou que o “saldo migratório, pessoas oriundas dos centros de emigração”, como as pessoas que regressaram da Venezuela, “não foi suficiente para compensar a redução da população na região”, sendo impossível contabilizar o número que entrou na região nos últimos anos.

Outro aspeto focado foi o índice de envelhecimento na região, que se situa nos 136,4, o que representa que por cada 100 jovens existem 136 idosos.

O saldo natural (diferença entre nascimentos e óbitos) é negativo nos últimos três anos na ordem dos 700, tendo atingido os 853 em 2020.

O trabalho relativo aos Censos na Madeira começou em abril, tendo mais de 87% das pessoas respondido ao inquérito online, 7,7% através de entrevistas, 4,2% nas juntas de freguesia e 2% pelos métodos tradicionais (papel e telefone).

O diretor regional da Estatística informou que “este processo não termina agora”, porque vai decorrer “entre setembro e novembro um inquérito de qualidade, por secções”.

O vice-presidente do Governo Regional sublinhou que estes dados relacionados com a redução e envelhecimento da população no arquipélago já eram esperados e motivaram algumas das medidas adotadas para incentivar a natalidade e melhoria da qualidade de vida, diminuição da carga fiscal e políticas de apoio à população idosa.

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