Judocas Joana Ramos e Catarina Costa trocam ansiedade por felicidade

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As judocas Joana Ramos e Catarina Costa afastaram hoje a ansiedade e colocaram a felicidade como palavra de ordem, nos instantes que antecederam a partida para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, com ambição de superação.

Com partida às 12:12, com destino a Frankfurt, na Alemanha, fazendo escala até Tóquio, as atletas estiveram antes num espaço do Comité Olímpico de Portugal (COP) no aeroporto de Lisboa, dedicado ao apoio aos 92 atletas olímpicos, de 17 modalidades, onde falaram à agência Lusa sobre o estado de espírito e os objetivos para a prova.

“Não estou ansiosa, estou feliz, por hoje ser o dia em que realmente aquela célebre frase ‘road to Tokyo’ [‘rumo a Tóquio’] se efetiva. Chegar até aqui depois de tudo o que passámos durante cinco anos, hoje é um dia muito especial. Estou de coração cheio, vou com grande ambição e vontade de me superar”, assegurou Joana Ramos.

Depois do nono lugar nos Jogos de Londres2012 e Rio2016, Joana Ramos, que compete na categoria de -52kg, espera agora “melhorar os resultados”, uma vez que conseguiu “manter o nível” que lhe permite “ambicionar lutar por medalhas”.

“Confio que a preparação que fiz foi a melhor possível. Todos os dias me superei e, no dia 25, conto em fazer exatamente isso, superar-me mais uma vez”, expressou a atleta.

Se a ansiedade ficar de lado e tendo consciência de que “todo o caminho traçado até ali foi de superação”, a judoca, de 39 anos, acredita que o seu desempenho “não vai ser diferente” dos anteriores, mesmo num ciclo olímpico que foi “marcado por todos os condicionalismos, a nível de saúde, físico e etário”, e pela pandemia de covid-19.

“O meu corpo já não aguentava treinar como treinava antes. A cada ano fazia um balanço geral e tinha de reajustar as coisas, monitorizar o meu estado de saúde, o meu cansaço, tudo. O que aconteceu com a pandemia foi algo que extravasa tudo. Adiar foi por um bem maior, de saúde pública. Tive de aceitar isso, como aceitaria se os Jogos fossem cancelados, mas, não sendo, trabalhei com aquilo que podia controlar”, frisou.

Desta forma, a judoca do Sporting foi “ultrapassando desafios” e encarou “esta circunstância como mais um desafio a ultrapassar”, com a convicção e concentração de que “ia dar o melhor a cada dia, controlando e tentando combater a ansiedade”

“Houve uma coisa que me deu alento e esperança, que foi quando acenderam a chama olímpica. Percebi que podia ser a minha luz ao fundo do túnel e que, até aquela chama se apagar, eu ia continuar a trabalhar. Isso marcou a diferença, para mim e para toda a equipa que me acompanha”, enalteceu, agradecendo a “treinadores, equipa técnica, fisioterapeutas, equipa médica, psicólogos, nutricionistas e colegas de treino”.

Catarina Costa, de 25 anos, fará a estreia em Jogos Olímpicos, aos quais chega com o estatuto de sétima cabeça de série em -48kg, o que confere “mais responsabilidade”, mas sem pressão, pois “foi conquistado graças aos resultados durante a qualificação”.

“Se os consegui alcançar, é porque tenho mérito nessa posição que conquistei. A única coisa que posso garantir é que vou dar o meu melhor no dia 24 e, como o treino tem corrido e como foi feita a minha preparação, tem tudo para correr bem”, sublinhou.

Sentindo-se “extremamente feliz por finalmente embarcar nesta aventura e de sentir que agora começa a sério”, a judoca da Académica acredita que a seleção portuguesa de judo é “bastante forte” e “todos, sem exceção, são candidatos a chegar longe na competição”, sendo “possível conquistar medalhas” na capital nipónica, num evento sem público nas bancadas, face aos condicionalismos da pandemia de covid-19.

“Tenho tido muito mais cuidado, em termos de relações pessoais. Tenho tentado ficar um pouco mais em casa, apenas ir para o treino, onde somos testados. Há algum receio que antes não existia, de podermos apanhar a covid-19 em vésperas de competição, mas de resto é tudo igual”, concluiu Catarina Costa, antes de embarcar.

Portugal conta também com Telma Monteiro (-57 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (+78 kg), Anri Egutidze (-81 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg) nas competições de judo, que decorrerão de 24 a 31 de julho, no Nippon Budokan, com a discussão de duas categorias, uma masculina e uma feminina, por dia.

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