Durante uma semana portugueses e venezuelanos estão mais perto da história e cultura de Portugal

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Durante uma semana portugueses e venezuelanos vão assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com “uma aproximação à história e cultura” lusitana, que terá lugar de modo virtual, foi anunciado.

O embaixador de Portugal na Venezuela, Carlos de Sousa Amaro, anunciou o programa numa conferência de imprensa virtual, sublinhando que “Portugal é um dos muito poucos países” cujo dia nacional não evoca um político, nem militar, mas um poeta, Luís Vaz de Camões, “uma data cultural”.

“Vamos ter uma semana de atividades, eventos culturais muito interessantes. Temos a tradição de organização de eventos culturais para celebrar o Dia de Portugal, que no ano passado e este ano tiveram que ser virtuais”, explicou Sousa Amaro, aludindo às limitações impostas pela pandemia de covid-19.

Segundo o diplomata, a “vantagem” de ser virtual “é que permite chegar a muito mais gente”.

Entretanto, numa nota, a embaixada explicou que é a primeira vez que as celebrações se prolongam por uma semana, começando na terça-feira, com uma conferência que homenageará a cantora portuguesa Amália Rodrigues (1920-1999), cujo centenário do seu nascimento teve lugar no ano passado, mas que se prolongará até finais de 2021, por causa do novo coronavírus.

Durante a conferência, o escritor português Miguel Carvalho, autor do livro “Amália, Ditadura e Revolução, a história secreta” da ‘rainha do fado’, dará a conhecer aspetos pouco conhecidos de Amália Rodrigues, em particular a sua relação com a política, durante o Estado Novo e o regime de António de Oliveira Salazar.

Por outro lado, em 09 de junho, o historiador venezuelano Froilán Ramos Rodríguez conversará virtualmente sobre “Os portugueses em Venezuela”, com uma visão da emigração portuguesa para o estado de Lara (centro do país).

Na sexta-feira, o jornalista português Francisco Moita Flores conversará sobre o “amor proibido” de “Pedro e Inês”, série sobre a história de Portugal, no século XVI, sobre D. Pedro e Inês de Castro.

Em 12 de junho, as organizações venezuelanas Fundação Asklepión e Máquina Teatro vão exibir a peça de teatro “Pedro e Inês”, adaptada e dirigida por Elizabeth Yrausquín de Postalian e gravada na Associação Cultural Humboldt de Caracas.

No domingo, será exibido o concerto “De Amália para a Venezuela”, com a fadista Inês Graça, que interpretará temas como “Ai Maria”, “Fado Xuxu”, “Lisboa antiga”, “Povo que lavas no rio”, “Estranha forma de vida”, “Barco negro”, “Lágrima”, “Coimbra”, entre outros.

A Semana de Portugal foi organizada pela embaixada de Portugal em Caracas, em conjunto com a Coordenação de Ensino de Português no Estrangeiro, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, o Centro Português em Caracas e o jornal de expressão portuguesa Correio de Venezuela.

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