Madeira preparada para “retoma rápida” do turismo

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A Madeira está preparada para a “retoma rápida” do setor do turismo, dependendo a situação da evolução da pandemia de covid-19, estando neste momento 30 companhias aéreas a operar para a região, disse hoje o presidente do Governo Regional.

“A Região Autónoma da Madeira criou – e mantém – todas as condições para a retoma rápida e consolidada deste setor”, declarou Miguel Albuquerque na Assembleia Legislativa, no debate mensal subordinado ao tema do turismo.

Contudo, o chefe do executivo madeirense de coligação PSD/CDS-PP salientou que “a concretização das oportunidades de recuperação e o seu ritmo, mais ou menos acelerado, continua dependente de uma pandemia mundial que ainda não passou e que não é controlável” pela região.

Miguel Albuquerque apontou que, presentemente, estão a operar para a Madeira 30 companhias aéreas, com ligações a 43 aeroportos diferentes, 165 mil lugares disponíveis e 949 frequências contratadas, incluindo 17 novas rotas desde junho de 2020.

“Estamos preparados para acompanhar e apoiar a progressiva abertura total deste setor, dentro daqueles que são os padrões de segurança e fiabilidade, indispensáveis para uma retoma segura para todos”, reforçou o líder insular.

O responsável reafirmou que, “mais uma vez”, os madeirenses “não receberam nenhuma solidariedade do Governo central, apenas desdém e sobranceria” nesta altura crítica.

Um dos aspetos focados no debate foi a saída de Portugal do ‘corredor verde’ do Reino Unido, tendo o governante insular informado que a Madeira já efetuou “117 diligências” para que a região seja tratada de forma diferente devido à situação mais favorável na evolução da pandemia.

Miguel Albuquerque argumentou que, “devido às condições exógenas decorrentes da pandemia e à cessação quase completa da mobilidade a partir dos destinos emissores”, o setor turístico “sofreu danos avassaladores”.

Contudo, acrescentou, desde o início houve uma “permanente auscultação dos agentes do setor” para concertação de posições.

“A ideia central foi transformar a oportunidade para, num contexto de receio e incerteza internacional, face à pandemia, projetar a Madeira e o Porto Santo como destinos seguros e confiáveis”, disse.

O presidente do Governo Regional salientou ainda que, face ao atual agravamento da situação no continente devido à propagação da nova variante indiana (Delta), a Madeira vai reforçar o controlo na entrada de visitantes, devido às expectativas de procura do mercado nacional no verão.

Além disso, irá continuar a testagem massiva da população, bem como o processo de vacinação contra a covid-19, e está-se a trabalhar para o acesso ao passaporte digital a partir de 01 de julho e a avaliar a prorrogação da utilização dos testes PCR para os viajantes que entrem na região.

O governante apontou também dois novos “desafios” do setor turístico da Madeira: a captação de grandes marcas que assegurem simultaneamente a ida para a região e o transporte dos visitantes, além da adaptação do arquipélago ao turismo residencial, como os nómadas digitais.

Por seu turno, o deputado e líder do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, criticou a “incapacidade” do Governo Regional em implementar “medidas estruturais para uma maior robustez” do turismo, nomeadamente a “requalificação do produto, o reforço da promoção, a sustentabilidade da certificação do destino e a formação dos recursos”.

O deputados comunista Ricardo Lume realçou que os milhões aplicados na economia para manter os postos de trabalho foi uma medida que “falhou”, porque há uma redução de 43% no número de trabalhadores do setor do turismo que sofrem com a precariedade laboral e baixos salários.

Élvio Sousa (JPP) ainda questionou os benefícios do “negócio” de cedência do aeroporto por 80 milhões de euros e censurou o “custo excessivo das taxas aeroportuárias”.

Quanto ao líder da bancada do CDS-PP, partido que integra a coligação governamental, António Lopes da Fonseca criticou a posição do primeiro-ministro, António Costa, que equiparou a Madeira às outras regiões do país que foram afetadas pela saída de Portugal do ‘corredor verde’ britânico.

“Não entende que a Madeira é uma região autónoma e não uma região que faz parte do continente”, sublinhou.

Na segunda-feira, a Direção Regional de Saúde da Madeira informou que tinham sido registados, no arquipélago, três novos casos de covid-19, todos de transmissão local, e mais sete recuperações, totalizando a região 60 situações ativas.

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