“Não há dor pior que esta”

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Na primeira entrevista após a morte da filha Sara Carreira, Tony Carreira diz que “morreu por dentro” e que “não há dor pior que esta. Não há dor pior do que perder um filho para quem é pai como eu sou”. Em  conversa com Manuel Luís Goucha, admite que o palco é o único sítio onde se sente em paz e prevê regressar aos palcos em 2022. “Preciso de cantar” diz. Agradece ainda aos portugueses todo o carinho que tem recebido: “obrigado de coração a todos os portugueses”.

A morte de Sara Carreira foi um evento “transformador” da vida de Tony Carreira, mas garantiu que foi um “superpai” com elaO cantor confessa que a sua “vida perdeu o sentido” mas que se agarra à associação Sara Carreira, fundada para apoiar crianças e jovens adultos, com poucos recursos, na concretização dos seus sonhos para chegar mais longe, apoiando-os na continuidade da sua formação.

“Tenho duas certezas: nunca mais volto a ver a minha filha, a outra é que nunca mais serei o mesmo” conta a Manuel Luís Goucha.

Na entrevista, confessa que “morreu por dentro” após a morte de Sara Carreira, e sublinha a “violência extrema” que vive. “Deixei de pensar em mim” admite, revelando que houve uma fase em que “fui agressivo com o mundo inteiro, revoltei-me com o mundo inteiro”.

Tony Carreira recorda a filha como “ser de luz”, uma “princesa”, referindo que nunca a ouviu dizer mal de ninguém e que quando se separou de Fernanda Antunes a filha foi o equilíbrio. “A Sara foi o equilíbrio da minha separação. Era um ser especial, muitos pensam que digo isto por ser minha filha, mas não. A Sara era mesmo uma pessoa muito especial na vida das pessoas” diz.

Na entrevista, contou também que vai todos os dias ao cemitério onde está sepultada a filha: “por enquanto é o único sítio onde sei que ela está. Falo com ela todos os dias. Faço-lhe muitas perguntas, mas ainda estou à espera das respostas”.

O cantor falou ainda da relação com Fernanda Antunes, criticando as várias mentiras que a comunicação social tem escrito, sublinhando que tem o coração ocupado. “”É importante, para nós é vital estar juntos. A Fernanda vive na casa dela e eu vivo na minha. Ela tem a sua vida e eu tenho a minha. Mas eternamente amigos até à morte. Eternamente. Podem escrever o que quiserem” diz.

“O meu coração está ocupado. Também podem escrever o que quiserem. Acho lamentável que o façam, principalmente neste momento. Isso não é respeitar a dor. Não há dor pior que esta. Não há dor pior do que perder um filho para quem é pai como eu sou. Não têm o direito de magoar. Isso não é respeitar” acrescenta.

Sobre Ivo, namorado de Sara Carreira e condutor do carro na noite fatídica,  desmente mais uma vez o que tem sido escrito revelando que “a minha relação com o Ivo é uma relação muito bonita”.

“O Ivo sempre tratou muito bem a minha filha e a minha filha amava-o muito. Se a minha filha me está a ver, ela não vai querer que eu seja inimigo do Ivo”, sublinha o cantor.

“Ele teve a fatalidade de ir ao volante daquele carro. Não faço ideia que conclusão vão dar ao inquérito, mas já disse ao Ivo ‘Não te vou julgar ou condenar'” acrescenta.

Tony Carreira lamentou também o atraso nas conclusões do inquérito, mostrando-se indignado: “Ainda não há conclusões de nada, talvez a partir de agosto consigam dizer alguma coisa. Isto é desumano – a Covid-19 serve de desculpa para tudo”.

No final anunciou o retorno aos palcos para o próximo ano. “Por causa da Covid-19, não é possível já”, disse, acrescentando que “já pediu ao agente” que marcasse o máximo de espetáculos possível. “Só em França tenho 25 agendados, em Portugal, 40. Quero cantar pelo mundo inteiro”, diz. Indica que “precisa de cantar para não ter tempo para pensar: “Quando não estou ocupado, todos os pensamentos vão para a Sara, e inevitável”.

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