Reforçar as ligações entre os Açores e a diáspora nos Estados Unidos

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O simpósio Filamentos da Herança Atlântica, que decorreu entre 18 e 24 de março, deu origem a um conjunto de 18 propostas para reforçar as ligações entre os Açores e a diáspora nos Estados Unidos.

Entre as propostas, incluem-se a constituição de um plano de debates e conferências nas novas plataformas de comunicação “para aproximar os Açores e a diáspora”, a instituição de mais intercâmbios a nível do ensino, e a produção de mais oportunidades de investimento para pequenos e médios investidores, o que poderá assumir o formato de uma Associação de Investimento para canalizar fundos para o arquipélago.

Com organização do Instituto Português Além-Fronteiras (PBBI, na sigla inglesa), através do seu Centro da Diáspora Açoriana na Universidade Estadual da Califórnia, Fresno, o simpósio teve 17 sessões com 64 intervenientes e chegou a uma audiência de mais de oito mil pessoas.

As medidas, elaboradas a partir das conclusões das sessões, foram enviadas para o vice-presidente do governo regional dos Açores, Artur Lima, que tem o dossiê da emigração e comunidades, disse à Lusa o diretor do PBBI, Diniz Borges.

A organização também fez chegar a lista ao diretor regional das comunidades, José Andrade, à Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e à cônsul-geral de Portugal na Califórnia, Maria João Lopes-Cardoso.

“Depois vamos sintetizar e enviar em português e inglês para o nosso movimento associativo aqui nos EUA”, adiantou Diniz Borges, referindo ainda que há intenção de enviar as propostas ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e a outras entidades.

Nas orientações consta a ideia de estabelecer protocolos entre o movimento associativo da diáspora, centros de estudos portugueses nas universidades norte-americanas e entidades governamentais, regionais, municipais e a sociedade civil nos Açores, para que os talentos nas artes contemporâneas cheguem às novas gerações de descendentes de açorianos e ao mundo americano.

“Sugere-se que as entidades regionais estimulem a convenção de protocolos e partilha de responsabilidades do movimento associativo para que haja menos projetos isolados e de curto alcance, e mais projetos comuns e de maior alcance”, lê-se no documento.

Outra proposta é a criação de uma aliança de escritores e poetas da diáspora açoriana, de forma a promover as obras literárias das novas gerações no arquipélago e reforçar a ligação entre a literatura açoriana e açoriana-americana.

Associada a esta medida, há a sugestão de aumentar a tradução para inglês de obras literárias com a temática açoriana, “incluindo uma maior divulgação dessas traduções na diáspora e no ‘mainstream’ americano”.

É também proposta a constituição de um programa de mentores, para apoiar jovens açorianos que queiram entrar em carreiras nos campos onde os descendentes de açorianos nos Estados Unidos têm tido proeminência.

Em termos de investimento, os organizadores propõem a simplificação do processo de aquisição de segundas residências nos Açores por famílias americanas de origem açoriana.

Há também a ideia de constituir “ainda mais áreas de cooperação entre a FLAD e projetos de índole açoriana nos EUA”, incrementando novas áreas de cooperação e divulgação da criatividade açoriana nas novas gerações, e a intenção de gerar “pacotes didáticos digitais” para os cursos de língua e cultura portuguesas nas escolas do ensino oficial americano e escolas do movimento associativo.

As propostas tocam ainda em áreas como a melhoria dos transportes entre Estados Unidos e Açores, a promoção de uma imagem moderna do arquipélago e a aproximação às novas gerações em vários formatos.

O simpósio, lê-se no documento, “foi mais uma oportunidade de se debater a açorianidade em terras do Tio Sam, e o trabalho a desenvolver para se aproximar as segundas e sucessivas gerações aos Açores, as quais são contêm um enorme potencial para o arquipélago”.

“Filamentos da Herança Atlântica: Os Açores e a Diáspora nos EUA” foi um evento organizado pelo Instituto Português Além-Fronteiras com o apoio da FLAD, Governo Regional dos Açores, Associação dos Emigrantes Açorianos e Conselho de Liderança Luso-Americano, PALCUS.

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