A Memória

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A falta de exercício mental por uso excessivo da máquina, pode conduzir os humanos à perda de memória, que já se está a refletir negativamente nas relações sociais, e, mais concretamente, nas famílias e grupos.
Por exemplo: a matemática, conhecida no passado como um grande desafio que requeria grande esforço mental, deixou a tarefa para a calculadora que, numa fração de um segundo, resolve uma equação que há 30 anos levaria dias ou semanas aos mais brilhantes matemáticos.
O entorpecimento cerebral por falta de exercício mental tem sérias consequências no comportamento humano e no relacionamento social, onde a aprendizagem escolar depressa é esquecida; sendo a memória visual e recordações de infância muito penalizadas, em que os laços familiares passaram de pedra basilar da sociedade, a muito pouco relevantes.
A memória é uma importante herança genética, mas há indícios de que estamos lentamente a afastar-nos dela. Um professor de matemática com vários anos de ensino, nota que, de ano para ano, os seus alunos têm cada vez mais dificuldades no enquadramento desta disciplina, que é conhecida como a rainha de todas as outras.
A perda de memória também se reflete negativamente nos povos e nas nações. Alguns de nós, um pouco mais atentos, apercebemo-nos desta realidade, porque tem atingido muitos dos líderes políticos mundiais que a deveriam ter mais viva; por exemplo, os povos europeus têm andado distraídos com este fenómeno, que está a bloquear a memória de acontecimentos de um passado relativamente recente.

A história repete-se com uma subtileza que nem nos apercebemos, e quando damos pelos erros que cometemos, já será tarde de mais.
Os portugueses são um povo generoso, mas pecam por muita falta de memória. É bom que a mantenham ativa, para que o passado nunca mais se repita. Até porque os tempos são muito propícios a que a história se repita…

 

E isso foi constatado há pouco tempo, com a grande avalanche de antieuropeísmo e falta de solidariedade para com aqueles que foram marcados pelo infortúnio de terem nascido nos países pobres que os ajudaram a enriquecer.
As memórias do passado ajudam-nos a compreender o presente. Não devemos estar sempre a falar delas, mas também não as podemos ignorar ou esquecer.
Mais de 90 por cento dos atuais líderes mundiais não nasceu no meio de uma guerra, mas, com toda a certeza, sabem a história dos seus países.
A exemplo, um líder de um país europeu esqueceu Anne Frank porque não foi sua contemporânea; lembro-lhe que ela foi um símbolo da resistência no seu país.
A direita está em força no parlamento europeu; só podem estar a ser vítimas de uma grande falta de memória, porque esqueceram a grande lição que o passado lhes deu.
A história repete-se com uma subtileza que nem nos apercebemos, e quando damos pelos erros que cometemos, já será tarde de mais.
Os portugueses são um povo generoso, mas pecam por muita falta de memória. É bom que a mantenham ativa, para que o passado nunca mais se repita. Até porque os tempos são muito propícios a que a história se repita…

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