Emigrante na Suíça escreve romance que promove teatro vicentino

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Um romance que inclui personagens vicentinas, numa homenagem a Gil Vicente, é a proposta da professora Catarina Barreira de Sousa, residente em Lausana, onde dá aulas de Língua e Cultura portuguesas.
“Há cerca de meia dúzia de anos, estava a escrever uma tese sobre Gil Vicente e tive de ler as 44 peças. No meio dessas peças, encontrei personagens muito divertidas, que nos obrigam a pensar sobre o sentido da vida, sobre as desigualdades sociais e tudo isto com muito humor à mistura”, relata a autora explicando que foi nessa altura que surgiu a ideia de escrever uma obra dedicada ao pai do teatro português.
“Alice no país de Gil Vicente” é o primeiro romance de Catarina Barreira de Sousa, que visa homenagear o teatro vicentino.
“De repente, imaginei o que seria poder juntar essas personagens todas, tão diferentes umas das outras e criar uma história”, diz.
A autora explica à agência Lusa que a ideia de escrever esta intriga surge no decorrer da sua tese de mestrado, confrontada com o cansaço próprio da fase de pesquisa, que exige muita leitura e escrita.
“Sentia-me muito cansada. Estava esgotada da leitura, penso que a determinada altura o meu espírito precisava de sonhar e vaguear”, confessa a escritora desvendando a história que deu origem ao seu romance.
Inspirada pelas personagens que foi cruzando nas 44 peças que leu, do pai do teatro português, a autora imaginou uma intriga que pudesse juntar algumas das personagens mais divertidas que foi conhecendo.
“No decorrer das minhas leituras, senti-me inspirada pelo Parvo, uma personagem muito divertida, com o espírito livre e que vê para além das aparências. Imaginei o que seria viajar com esse Parvo ao mundo de Gil Vicente. E, assim, nasce uma das personagens principais da minha intriga”.
O romance conta a história de Alice, uma jovem adolescente que está no 9.° ano de escolaridade, que a determinada altura acorda, perdida, algures no cais do Auto da Barca do Inferno.
Prisioneira desse “mundus vicentis”, a jovem parte em busca de Mestre Gil na Companhia de senhor Parvo cruzando-se com várias personagens vicentinas.
A viagem iniciática pelos caminhos de Portugal quinhentista gira em volta de três personagens principais: Alice, Sr. Parvo e Dona Moça.
A autora defende que não é necessário ter lido as obras de Gil Vicente para acompanhar esta história, até porque, segundo a escritora um dos seus objetivos é precisamente o de dar a conhecer personagens adormecidas em versos antigos de 500 anos.
Interrogada sobre a vontade de dar continuidade às aventuras de Alice, a autora mostra-se indefinida quanto a esse assunto.
“Não posso garantir que a Alice terá vontade de voltar a viajar. Se eu sentir essa necessidade, vou fazê-lo juntamente com ela”, conclui.

 

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