Ilha da Madeira: Dupla testagem a estudantes e emigrantes tem “período experimental”

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A resolução do Governo da Madeira que obriga à realização de um duplo teste de despiste à Covid-19 a todos os viajantes residentes na região, emigrantes e estudantes entrou em vigor na sexta-feira, 27 de novembro, e tem um “período experimental” até 11 de dezembro. A resolução n.º 1032/2020 foi publicada no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira e estabelece um “ajustamento e reforço das medidas para proteção e segurança sanitária da população e comunidade madeirense e cidadãos que se desloquem ao território da região”.
Essas medidas “vigoram enquanto perdurar o estado de emergência em todo o território nacional, mantendo a sua vigência em caso de alteração de situação de alerta, contingência ou calamidade em todo o território da Região Autónoma da Madeira”. Contudo, no que diz respeito à dupla testagem que constam dos artigos 7.º e 8.º do diploma, os seus efeitos vão até às 23h59 horas do dia 11 de dezembro”. “Isto é um período experimental”, disse à agência Lusa o responsável da Unidade Operativa de Saúde Pública do concelho do Funchal, Maurício Melim.
O artigo 7º do diploma determina “a obrigatoriedade de todos os viajantes residentes no território da Região Autónoma da Madeira, que desembarquem nos aeroportos da Madeira e Porto Santo, em voos oriundos de qualquer território exterior à RAM, de efetuarem o segundo teste PCR de despiste ao SARS-CoV-2 entre o quinto e o sétimo dias após a realização do primeiro teste”.
Ainda estipula que devem “garantir no período compreendido entre o desembarque e a realização do segundo teste, o isolamento profilático no domicílio e o integral cumprimento da vigilância e auto reporte de sintomas e das medidas de prevenção da covid-19”.
O artigo 8.º estende esta obrigação “a todos os viajantes emigrantes madeirenses e seus familiares, estudantes que frequentem estabelecimentos de ensino superior situados na RAM ou fora desta ou em Programas de Mobilidade (ERASMUS ou outros), que desembarquem nos aeroportos” do arquipélago.
Maurício Melim salientou que, neste momento, a dupla testagem de despiste já está em prática para os profissionais de Saúde, Educação e Sociais, tendo já sido “realizados centenas”.
O que acontece é que a medida passa a ter “um universo mais alargado, por forma assegurar o rastreio, a identifica e isolar” eventuais situações ”porque a investigação epidemiológica é dificultada nos casos dos residentes”.
“Por isso, pretende-se que todos os residentes que regressem façam dois testes, o segundo depois de cinco a sete dias”, mencionou.
Maurício Melim insistiu que estas pessoas devem, por razões de segurança, mesmo que tenham realizado um teste PCR 72 horas antes da viagem com resultado negativo, tentar “garantir o isolamento profilático durante cinco dias após a chegada”.

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