Lousã reabre Museu Etnográfico Louzã Henriques após obras de requalificação

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O Museu Etnográfico Louzã Henriques (MELH), na Lousã, vai reabrir ao público no domingo, após obras de requalificação iniciadas há um ano.

A reabertura do MELH, às 15:00, ocorre na data em que o seu patrono, o psiquiatra e etnólogo Manuel Louzã Henriques, faria 87 anos, e coincide com o 30.º aniversário da sua criação.

Oriundo da Serra da Lousã, com raízes no Candal e no Coentral, concelhos de Lousã e Castanheira de Pera, respetivamente, o médico antifascista morreu em 29 de julho de 2019, poucos antes de se começar a intervenção no equipamento municipal.

Do acervo, destacam-se as coleções de arados, cangas e carros de bois de diversas regiões de Portugal, que o antigo preso político Louzã Henriques reuniu ao longo de décadas.

Em comunicado, a Câmara Municipal, presidida por Luís Antunes, informa que as obras realizadas permitem disponibilizar “um novo projeto etnográfico” no MELH, que está integrado no projeto Ecomuseu da Serra da Lousã.

O Museu Etnográfico da Lousã foi inaugurado pelo antigo Presidente da República Mário Soares, durante uma “Presidência Aberta” no distrito de Coimbra, em 1990.

O museu funcionou durante 15 anos na antiga escola feminina Conde Ferreira e foi reinaugurado, em 2005, nas atuais instalações, a escassas centenas de metros das primeiras, na rua Pires de Carvalho.

Traduzindo um investimento de 150 mil euros, o novo projeto museográfico foi desenvolvido pelo gabinete Providência Design, do Porto, na sequência de uma candidatura a fundos europeus do Programa Valorizar – Linha de Apoio ao Turismo Acessível.

Esta requalificação encara “a inclusão como uma experiência de receção museal, sublinhando o caráter lúdico e atraente dessa experiência, com renovação do mobiliário expositivo, iluminação, audioguias, sistemas de multimédia e realidade aumentada”, segundo a nota da autarquia.

“A conceção fundante deste museu remete não apenas para a preservação do património e aquisição de conhecimento, como também para uma experiência rica e gratificante por parte do visitante”, acrescenta, realçando que “a narrativa museográfica dá luz às dimensões materiais e imateriais das várias atividades ligadas ao mundo rural, pretendendo-se preservar a memória e a identidade dos povos da Serra da Lousã”.

No domingo, o programa de reabertura do MELH inclui a inauguração da exposição “Agricultura Lusitana 2015-2020, uma viagem cultural pelas Aldeias do Xisto”, promovida pela Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto (ADXTUR).

A Câmara da Lousã ressalva que “as visitas serão condicionadas”, devido às medidas de segurança sanitária relacionadas com a pandemia da covid-19.

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