“Não queremos mais ser totós”. Trump castiga Alemanha “delinquente” e retira 12 mil soldados

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Os Estados Unidos vão retirar 12 mil soldados da Alemanha, numa medida que o Pentágono insistiu ser uma estratégia a longo prazo. Porém, Donald Trump disse que era uma punição a Berlim por baixos gastos com a defesa.

De um total de 11.900 soldados que deixarão a Alemanha, 6.400 regressarão aos Estados Unidos, de onde poderiam ser usados para implantações rotacionais na Europa Oriental e ao redor do mundo, enquanto 5.600 serão reposicionados noutros países da NATO, particularmente a Bélgica e Itália.

Mark Esper, secretário da Defesa, disse, de acordo com o jornal britânico The Guardian, que a mudança vai começar dentro de semanas, mas também enfatizou que o planeamento para a redistribuição está nos seus estágios iniciais e custará vários milhares de milhões de dólares.

Esper negou repetidamente que a decisão tenha sido motivada pelo desejo frequentemente expresso de Trump de retirar tropas da Alemanha para ensinar uma lição a Berlim por não gastar o suficiente em defesa. O Pentágono divulgou uma nota a dizer que a retirada “fortaleceria a NATO, aumentaria a dissuasão da Rússia” e aumentaria a flexibilidade das forças armadas dos Estados Unidos.

 

Minutos depois, o Presidente dos Estados disse a jornalistas na Casa Branca que tinha ordenado a retirada das tropas porque Berlim estava a ser “delinquente” por não gastar o suficiente em defesa.

“[As tropas dos Estados Unidos] existem para proteger a Alemanha, certo? E a Alemanha deve pagar por isso”, disse Trump. “A Alemanha não está a pagar por isso. Não queremos mais ser totós. Os Estados Unidos são aproveitados há 25 anos, tanto no comércio como nas forças armadas. Estamos a reduzir a força porque não estão a pagar as suas contas”.

O atrito entre os Estados Unidos e a Alemanha, assim como outros aliados europeus, é sobre gastos com defesa nacional. Os aliados concordaram em 2014 em gastar 2% do seu PIB em defesa até 2024. A Alemanha está atualmente em 1,5%, mas a Bélgica, para onde os Estados Unidos moverão parte da sua sede do Comando Europeu (Eucom), gasta menos de 1% e Itália gasta 1,2%.

Diplomatas e ex-autoridades americanas descreveram Trump como fixado na Alemanha e na chanceler Angela Merkel. “Está obcecado com a ideia de que a Alemanha está a tirar proveito dos Estados Unidos, em detrimento da defesa, mas do comércio, vendendo muitos carros para os Estados Unidos, por exemplo. Ele sempre foi particularmente rude com Merkel”, disse um ex-funcionário da Casa Branca.

Emily Haber, embaixadora alemã em Washington, disse que as tropas norte-americanas “tornaram-se vizinhos, parceiros e amigos, protegendo a segurança transatlântica e projetando o poder e os interesses americanos em todo o mundo”. “Temos e estamos orgulhosos de receber tropas americanas”, escreveu Haber no Twitter. “Uma NATO forte e unida é crucial para a dissuasão e a projeção de poder. A Alemanha é um aliado firme da NATO e o terceiro maior contribuinte do seu orçamento”.

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