Fiabilidade alemã consagrada na final mais ‘gélida’ de sempre

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O Bayern Munique celebrou o sexto título de campeão europeu de futebol num Estádio da Luz, em Lisboa, despido de público, cumprindo as normas de prevenção à propagação do novo coronavírus, distante da tradição de uma final.

Kingsley Coman decidiu o jogo, aos 59 minutos, fazendo ecoar a música ‘Seven Nation Army’, dos White Stripes, nas bancadas vestidas de lona, com os vários patrocinadores da competição, tornando os bávaros como o terceiro campeão europeu consagrado em Lisboa, depois de Celtic Glasgow, em 25 de maio de 1967, e Real Madrid, em 24 de maio de 2014.

Além de animar a final, o golo de Coman assegurou o triunfo bávaro no encontro que marcou a estreia do Paris Saint-Germain em finais da Liga dos Campeões, assegurando o oitavo título alemão, depois das vitórias em 1974, 1975, 1976, 1983, 1997, 2001 e 2013, em 19 finais.

O Bayern foi o representante da ‘aristocracia’ da ‘velha Europa’ do futebol, perante os novos-ricos da cidade Luz, fundados há 50 anos, mas revolucionados desde 2011, com o investimento dos petrodólares de Nasser Al-Khelaifi.

O agora ‘gigante’ francês, que, esta época, tentava o pleno de títulos, depois das conquistas de campeonato, Taça, Supertaça e Taça da Liga de França, continua a perseguir o cetro continental.

Algo que foge aos clubes franceses desde 1992/93, quando o Marselha conquistou a então Taça dos Clubes Campeões Europeus, contando-se ainda os desaires do mesmo Marselha, em 1990/91, do Mónaco, em 2003/04, frente ao FC Porto, do Saint-Étienne, em 1975/76, e do Reims, em 1955/56 e 1958/59.

Apesar de só ter sido presenciado pelas entidades oficiais, comunicação social e alguns elementos do clube, o feito do Bayern é grandioso, completando o ‘triplete’ com campeonato e taça, repetindo as proezas alcançadas apenas oito vezes, por Celtic (1966/67), Ajax (1971/72), PSV Eindhoven (1987/88), Manchester United (1998/99), FC Barcelona (2008/09 e 2014/15), Inter Milão (2009/10) e Bayern (2012/13).

A pandemia que assolou o mundo adiou para 2021 o Euro2020, os Jogos Olímpicos Tóquio2020 e a Copa América e fez da ‘Champions’ a mais importante competição futebolística do ano, mas também uma das mais discretas.

Os festejos, mesmo ritmados pelo emblemático ‘We are the Champions’, dos Queen, foram restritos aos jogadores e equipa técnica, depois de um jogo em que contaram apenas com o apoio da sua “bancada de suplentes”, num cenário bem distinto do vivido em 2014 pelo Real Madrid, no mesmo estádio, ou pelo Liverpool, há pouco mais de um ano, em Madrid.

O presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, que assistiu ao jogo acompanhado do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi um dos poucos privilegiados que escapou a este isolamento e pôde saudar os campeões, que, entre eles, celebraram e partilharam o troféu no relvado, onde o conquistaram.

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