Gabriel Abrantes e Yonamine nas novas exposições das Galerias Municipais

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Gabriel Abrantes e Yonamine estão entre os artistas escolhidos para apresentar obras em quatro novas exposições, e dois programas de videoarte que inauguram a partir de quinta-feira nas Galerias Municipais de Lisboa.

De acordo com a organização, as quatro exposições vão inaugurar ao longo de julho na Galeria Avenida da Índia, no Pavilhão Branco, na Galeria Quadrum e na Galeria da Boavista, e dois programas de vídeo arte a exibir no Jardim da Galeria Quadrum.

A primeira abre com a sessão “Formula for Fantasy”, no Jardim da Galeria Quadrum, com curadoria de Dasha Birukova, onde vão ser exibidos filmes de Emily Wardill, Anna Studinovskaya, John Wood e Paul Harrison, Dmitry Kavka, Gabriel Abrantes, entre outros.

A 14 julho, será inaugurada a exposição “Homo Kosmos (cough cough)”, onde Tiago Borges e Yonamine voltam a encontrar-se, na Galeria Avenida da Índia, com curadoria de Tobi Maier, diretor das Galerias Municipais, tuteladas pela câmara de Lisboa (fotografia do artigo https://galeriasmunicipais.pt/exposicoes/homo-kosmos-cough-cough/).

Para “Homo Kosmos (cough cough)” Tiago Borges e Yonamine produziram novas obras, “numa tentativa de criar psicosferas de cura, abrindo caminhos para um outro cosmos com uma nova história”.

Os artistas “trabalham com a ideia de potência que traduz a possibilidade em realidade”, segundo a curadoria.

A exposição aborda a tecnologia “enquanto arquétipo espiritual, a velocidade inumana que nos é imposta pelo capitalismo em aceleração”, vista como “um motor – ou automatismo tecno-financeiro, tecno-linguístico e tecno-informacional – que consome energia e deixa para trás um rastro de resíduos e poluição decorrentes de ações de investimento, produção e consumo”.

 As imagens da exposição, apropriadas da natureza e das ruas do mundo e criadas a partir de uma esfera imaginativa, oscilam entre a defesa e o ataque, a loucura e o medo construtivista do século XXI.

No Jardim da Galeria Quadrum estão programadas sessões a 17, 18 e 19 de julho no quadro do ciclo “Under the Ground”, com curadoria de Sara Castelo Branco e Hugo de Almeida Pinho, acerca do Antropoceno e do futuro do planeta, no âmbito do qual serão exibidos filmes de artistas como Yto Barradas, Rosa Barba, entre outros.

Abre também a 18 julho a exposição “Velvetnirvana”, com obras da Coleção António Neto Alves, para sublinhar “um continuado e polimórfico trânsito entre a cultura musical e as artes visuais”, segundo a curadoria, da responsabilidade de Miguel von Hafe Pérez, no Pavilhão Branco.

Num arco cronológico que se estende de 1965, ano das primeiras aparições públicas dos Velvet Underground, ate 1994, com a morte de Kurt Cobain, dos Nirvana, a exposição explora o universo iconográfico dessas décadas a partir da coleção de António Neto Alves.

Fotografias, livros, cartazes, fanzines, flyers, revistas e ´memorabilia´ diversa, compõem “um intrincado universo iconográfico que define a importância vital da palavra e da imagem enquanto construtores de sentido, impulsionadores de ruturas na forma de comunicar”.

Articulada em quatro grandes núcleos – Velvet Underground; Nova Iorque experimental; Incandescência punk e Pós -, a exposição “sublinha um continuado e polimórfico trânsito entre a cultura musical e as artes visuais, a experiência institucional e a radicalidade de novos modos de produção e distribuição”.

A 25 de julho será a vez da exposição “Earthkeeping/ Earthshaking – arte, feminismos e ecologia”, que parte da 13ª edição da revista de arte feminista norte-americana Heresies, e irá apresentar artistas como Graça Pereira Coutinho, Cecilia Vicuña, Bonnie Ora Sherk, Alicia Barney, Lourdes Castro, Mónica de Miranda, Alexandra do Carmo, Rui Horta Pereira e Uriel Orlow, entre outros, com curadoria de Giulia Lamoni & Vanessa Badagliacca.

Algumas das artistas cujo trabalho é aqui apresentado contribuíram de forma diversa para Heresies #13, e outras foram selecionadas por causa do diálogo desafiante que a sua prática desta época tece com as questões abordadas, explica a curadoria.

Com obras produzidas especificamente para a exposição, participam também alguns artistas de gerações mais novas, e residentes em Lisboa, cujo trabalho mostra uma preocupação específica com esta temática no presente.

A programação de julho das Galerias Municipais conclui-se no dia 30, com “Corpo radial”, uma exposição com obra nova de Mariana Caló & Francisco Queimadela, com curadoria de Susana Ventura.

Na noite de 30 de julho ainda será apresentado o filme “The Heretics”, de Joan Braderman, no cinema São Jorge, como parte dos programas públicos da exposição “Earthkeeping / Earthshaking – arte, feminismos e ecologia”.

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