Fundação de Évora cria fundo de 600 mil euros para apoiar comunidade

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A Fundação Eugénio de Almeida, de Évora, anunciou  a constituição de um Fundo Financeiro Extraordinário, de 600 mil euros, para apoiar a comunidade a enfrentar e superar impactos socioeconómicos da pandemia de covid-19 na região.
“Com esta iniciativa, e como é sua missão, a Fundação Eugénio de Almeida (FEA) dá um abraço solidário à comunidade”, destacou o presidente da instituição, Francisco Senra Coelho, que é também o arcebispo de Évora.
Trata-se de “um abraço de esperança e coragem, um abraço de apoio concreto aos que dele precisam para ultrapassarem as dificuldades e retomarem o caminho de plena autonomia e projeto de vida”, acrescentou.
Em comunicado divulgado hoje, a FEA anunciou ter constituído este Fundo Financeiro Extraordinário, no valor de 600 mil euros, para dar resposta ao “difícil contexto económico e social que se vive atualmente”, face à pandemia do coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.
O fundo “destina-se a apoiar a comunidade a enfrentar e superar os impactos socioeconómicos da pandemia na região de Évora”, pode ler-se no comunicado.
Segundo a fundação, a medida tem como objetivo “minimizar os impactos negativos sentidos pelas pessoas, famílias e organizações sociais da região de Évora”, assim como “promover o combate à pobreza e a inclusão social”.
“Algumas das medidas do fundo já estão em execução”, disse a FEA, indicando como exemplo o fornecimento de refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade, através da Cozinha Social, a doação de géneros alimentares ou o desenvolvimento de projetos de voluntariado para a comunidade.
A instituição acrescentou que, além disso, inicia-se hoje “a fase de candidaturas para apoio social de emergência e apoio à comunidade artística”.
o apoio social de emergência visa ajudar “financeiramente e de forma transitória as situações de carência dos agregados familiares que tenham registado uma diminuição dos seus rendimentos” que seja “igual ou superior a 50% como consequência da pandemia”, explicou.
“A comunidade artística conta também com uma medida de apoio especifico, através da apresentação de projetos individuais ou coletivos de artes performativas”, precisou a FEA.
No total, o fundo integra “12 medidas articuladas” que pretendem “responder aos principais problemas identificados num diagnóstico de necessidades e impacto social”, realizado em colaboração com a Universidade de Évora e a monitorizar “ao longo deste período, para acompanhar de forma dinâmica a evolução do contexto socioeconómico”.
Os 600 mil euros afetos a esta iniciativa são capitais próprios da Fundação Eugénio de Almeida, para aplicar “ao longo do próximo ano”, tendo “uma componente assistencial de ajudas diretas e uma componente operacional, através de vários projetos em complementaridade com outras entidades públicas e privadas”.
Outras das ações previstas são a atribuição de subvenções a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), medidas de ajuda à contratação de funcionários prestadores de cuidados de saúde e apoio social ou centradas na capacitação nas áreas das tecnologias de informação, a criação de laboratórios para incentivar projetos de empreendedorismo e de inovação social ou o apoio, no próximo ano letivo, a alunos carenciados do Alentejo.

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