25 de Abril: A imagem que fica para a História

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Pela lente de José Sena Goulão, FOTOJORNALISTA da Agência Lusa, que captou um homem que desfilou às 15 horas, no dia 25 de Abril, numa Avenida da Liberdade deserta, em Lisboa; sem carros, pessoas e só com a presença de agentes da autoridade, fica para a história. A bandeira gigante de Portugal pinta o quadro de uma avenida vazia, mas que todos os anos se enche de milhares de pessoas para festejar a liberdade e a democracia. Este ano, a pandemia obrigou a que ficasse sem gente e cravos vermelhos. Mas afinal quem é este homem?


Carlos Alberto Ferreira, sócio 4362 da Associação 25 de Abril, aos 72 anos, veio de Massamá, de comboio, vestido a rigor, como se ainda trabalhasse no Tivoli, ali naquela avenida. Carlos apresentou-se de blazer branco, apertado com um alfinete de dama e calça luvas da mesma cor, que seguram a enorme bandeira vermelha e verde, com alguns cravos. “Naquele hotel, refere atendi a Beatriz Costa, Sá Carneiro, Jorge Amado e Mota Amaral, só para citar alguns”, conta, parado no meio da rua, com tanto fulgor como se estivesse em plena manifestação. Na lapela, topa-se dois pins do MFA. E, na alma, o saudosismo de uma Avenida cheia de gente, a gritar: “Fascismo nunca mais”. Na realidade, diz, só está a fazer “o costume”.
De fato aprumado, e com PSP na rua, para controlar o trânsito e a afluência de pessoas, o homem cumpriu a tradição de milhares no Dia da Liberdade.

25 de Abril na cidade da liberdade – Santarém
O parlamento teve uma presença mínima de convidados e deputados na sessão solene da efeméride durante a manhã. Muitos, por Portugal fora, foram às varandas cantar a “Grândola Vila Morena”, senha da revolução imortalizada por Zeca Afonso. Em Santarém junto ao monumento e chaimite de Salgueiro Maia, à saída da cidade da Liberdade, os autarcas da Câmara cumprem a tradição com a devida homenagem e aí o sargente mor na reforma “ passarinho” fardado a rigor e de pingalim, participou mais uma vez, ou na tivesse feito parte do pelotão comandado por Salgueiro Maia, como sargento mecânico e que rumou até Lisboa As comemorações do 25 de Abril em Santarém, realizadas junto ao Monumento a Salgueiro Maia, ficaram marcadas pela evocação aos militares de Abril e por rasgados elogios aos novos heróis de Portugal, aqueles que estão na linha da frente no combate à actual pandemia de Covid-19. As comemorações do dia 25 de Abril, em Santarém, tiveram início com a colocação de uma Coroa de Cravos, junto à Estátua do Capitão Salgueiro Maia, numa cerimónia simbólica, que contou apenas com a participação de Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara de Santarém, Joaquim Neto, Presidente da Assembleia Municipal de Santarém, João Luiz Madeira Lopes, Presidente das Comemorações Populares do 25 de Abril – Associação Cultural e Filipe Salgueiro Maia, Filho do Capitão Salgueiro Maia, devido às contingências provocadas pela pandemia da COVID-19. “Hoje os nossos heróis, aqueles que estão na primeira linha, são os médicos, os enfermeiros e os bombeiros. Eles, assim como Salgueiro Maia e os Capitães de Abril, não olham por si, olham pelos outros, deixaram a sua família, colocaram a sua família em perigo para nos poderem defender. E isso é algo que não nos podemos esquecer e temos de enaltecer”, referiu o presidente da Câmara de Santarém.
Ricardo Gonçalves elogiou ainda os que fazem parte de uma segunda linha, caso dos agricultores, funcionários de supermercados, mercearias, camionistas, varredores, e todos os que fazem a recolha do lixo e que agora assumiram um papel ainda mais importante.
O tema foi também abordado pelo presidente da Assembleia Municipal de Santarém, Joaquim neto, que lembrou o papel e a importância de todos os que têm estado na linha da frente.

António Freitas

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