Empresários hortícolas esperam reabertura dos mercados para evitar desastre

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Uma empresária hortícola de Celorico da Beira que, devido à pandemia da covid-19 passou a vender diretamente na exploração agrícola, anseia pela possibilidade da reabertura dos mercados ambulantes, em maio, para evitar um “desastre” no negócio.

 

Lurdes Rocha cultiva e comercializa as mais diversas plantas para transplante nas hortas e nos terrenos agrícolas de muitos habitantes da região da Guarda.

Na sua exploração agrícola, em Celorico da Beira, possui alfobres de cebolos, pimentos, tomates, couves diversas, beterrabas (para animais e saladas), alfaces, pepinos, curgetes, melancias, melões, entre outras espécies hortícolas, para venda nos mercados semanais que tradicionalmente se realizam em vários pontos da região.

Segundo a produtora hortícola, se as vendas em mercados não forem autorizadas em breve, produtos como beterraba, couve galega e repolho “não vão ter saída” e acabam por se estragar.

“Vamos ver se ainda se fazem dois ou três mercados em maio, porque o mês de maio é o mais forte. Se não se fizerem dois ou três mercados em maio, será um desastre. Se não conseguirmos fazer mercados no próximo mês, será para estragar, sobretudo o cebolo, porque temos muito e se não se fizerem mercados só aqui [na exploração] não conseguiremos vender o que temos”, disse hoje à agência Lusa.

Como os mercados locais estão suspensos devido à pandemia da covid-19, a empresária apenas está a vender diretamente aos agricultores que a procuram na exploração agrícola.

“Os clientes que nos compram nos mercados têm vindo aqui à quinta [a Celorico da Beira] e também outras pessoas que sabem que vendemos. É a alternativa para não se estragar o produto. Nunca se consegue vender o que se vende nos mercados, mas vai-se vendendo”, indicou.

Alguns produtos como a beterraba e a couve galega, “que se vendem em grandes quantidades nos mercados”, praticamente que não estão a ter procura, visto que, nesta época, a “maior saída” vai para pimentos, cebolos, tomates, curgetes e pepinos.

Em condições normais, Lurdes Rocha conta que se deslocava aos mercados semanais e abastecia os agricultores dos concelhos de Guarda, Pinhel, Trancoso, Fornos de Algodres, Celorico da Beira, entre outros.

Vendendo na exploração agrícola, também regista a procura de “pessoas de longe”, mas o volume do negócio é muito menor, porque os clientes são menos e alguns produtos “só têm mesmo saída nos mercados”. “Por exemplo, a beterraba para os animais vendíamos aos 200 e aos 300 molhos em Trancoso e, agora, praticamente ainda não saiu nada”, disse.

“Aqui [nos viveiros] sempre sai alguma coisa, mas não sai uma terça parte do que saía nos mercados. Não tem comparação possível e temos prejuízos, porque as plantas estão a crescer e nós não lhe podemos colocar um travão”, concluiu.

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