O que ler? Como ler?

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Humberto Pinho da Silva

Certa vez escutei o nosso Mário Soares, asseverar: “Só os burros é que não mudam”.
Logo choveu enxurrada de criticas sobre o político – considerado, pelos portugueses, como o pai da democracia, – acompanhada de ruidosos risos e sorrisos trocistas.
Não recordo, em que contexto proferiu a frase, mas, que ao longo da vida sofremos metamorfoses, é realidade incontestada.
Vamos abandonada “conchas”, como disse Pierre Theilhard de Chardin, no caminhar pelo percurso da existência.
O convívio, a idade, a experiência adquirida, e mormente, ler e pensar, pensar e ler, transforma-nos, “crescendo” espiritualmente e culturalmente.
Vamos abandonando “conchas”, obtendo visões novas, alterando o nosso “Sentir” e pensar, e o modo de encarar o mundo.
Ao referir a transformação, pela leitura, não abordo só a de ensaios e romances, mas a crónicas, muitas vezes excelentes, dadas à luz na imprensa, de vida efémera, é certo, mas merecedoras de aturada reflexão.
Ao longo da vida, muitas vezes, mudei de parecer, influenciado pela leitura.

Humberto Pinho da Silva
Refiro-me à leitura atenta, e não a realizada na escola, por obrigação; feita de espírito critico; parando a cada passo, para pensar e meditar na frase feliz e conselho oportuno.
Leitores há – “devoradores” de livros – que lêem tudo que a critica ou livreiro recomenda. Em regra, premiada (sabe-se lá como!). Lêem por distracção…ou matar o tempo…
A leitura proveitosa, que “eleva” e faz pensar, é a que passa pelo crivo da nossa critica: Concordo? Discordo? Está bem? Está mal?
A primeira leitura, de jato, é para avaliar a obra, o enredo, se é romance: geralmente de pouco proveito.
Mas, ao reler e tresler, penetra-se no “sumo” do livro; saboreia-se a elegância, a subtileza da frase; assimila-se, igualmente, o pensamento do escritor ou filosofo.
Não é a muita leitura, que transforma, mas assimilar o raciocínio de grandes espíritos.
Nem tudo que se edita é recomendável, mas somente a que alimenta o espírito e eleva a alma.
Obras há que melhor é não as ler, porque prejudicam a alma, ainda que apresentem saborosa prosa e esplêndido estilo.
Cabe a cada um escolher ou aconselhar-se, com intelectuais competentes, de boa formação moral, para buscar os livros na floresta dos escaparates do livreiro.
Termino, desejando boa e proveitosa leitura.

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