Abandono escolar precoce volta a descer e aproxima-se da meta da União Europeia

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A taxa de abandono precoce de educação e formação em Portugal voltou a descer no ano passado para os 10,6%, atingindo o valor mais baixo de sempre, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística.

Em Portugal o abandono escolar precoce foi de 10,6%, tendo alcançado os 10,1% tendo em conta apenas os alunos do continente.

“Estes resultados mostram como o país tem tido uma evolução notável naquele que é considerado pela Comissão Europeia como um dos principais indicadores da performance dos sistemas educativos”, sublinha o gabinete do ministro do Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

A diminuição de alunos a abandonar a escola antes do tempo é uma tendência que já se vem verificando nos últimos anos: em 2018, a taxa de abandono precoce foi de 11,8% e no ano anterior tinha sido de 12,6%.

Os números hoje conhecidos aproximam Portugal da meta europeia que definiu que em 2020 a taxa de abandono precoce deverá ser, no máximo, de 10%.

O Ministério da Educação salienta que “esta situação é ainda mais positiva considerando que coincide com um aumento muito considerável do emprego jovem, nos últimos anos, o que poderia constituir um estímulo para o não prosseguimento de estudos desta franja da população”.

No início do século, Portugal registava valores próximos dos 50% de abandono escolar precoce, ou seja, o país estava cerca de 30% afastado da média europeia.

“Portugal tem conseguido contrariar essa tendência e melhorado os seus resultados. Deste modo, se ambas as tendências se mantiverem – com Portugal a reduzir a sua taxa de abandono (o que já é um facto, com os dados hoje conhecidos) e a média europeia permanecer estagnada – o país terá, pela primeira vez, um valor de abandono escolar precoce igual ou mais baixo do que a média da União Europeia”, sublinha o ME.

Para a tutela, os resultados hoje conhecidos e a tendência de diminuição de abandono é o resultado do trabalho levado a cabo pelas escolas e de medidas como o programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a aposta no Ensino Profissional e na Educação Inclusiva ou a Autonomia e Flexibilidade Curricular.

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