Avião fretado parte hoje de Beja para repatriar europeus, entre eles 17 portugueses

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Parte esta quinta-feira, do aeroporto de Beja, durante a manhã, o primeiro avião fretado pela União Europeia, da companhia Hi Fly, que irá fazer o repatriamento de europeus, entre eles os 17 portugueses, que querem sair de Wuhan, na China. Aeronave deve recolher 350 pessoas e irá parar em Paris e depois em Hanoi, no Vietname, antes chegar a território chinês.

O avião saiu de Beja às 10:06.

Dezassete cidadãos portugueses na China, a quase totalidade na região chinesa de Wuhan, já pediram para deixar o país devido ao surto do novo coronavírus.

“Ao todo, 17 portugueses já manifestaram vontade de sair da China, de acordo com as autoridades portuguesas”, indicou fonte da Comissão Europeia à Lusa, após um ponto de situação feito na tarde de quarta-feira pelo executivo comunitário com representantes dos Estados-membros relativamente ao surto.

A mesma fonte adiantou que “a maioria destes portugueses que pediram para sair deverão estar em Wuhan”, já que existem aeroportos a funcionar noutras cidades chinesas.

O Governo português estudou inicialmente uma retirada via terrestre para Xangai, no leste da China, de onde os portugueses voariam para Portugal, mas a passagem por terra necessitaria das autorizações das províncias que separam Hubei de Xangai, o que levaria mais tempo e exigiria que os cidadãos portugueses fossem colocados sob quarentena num desses territórios antes de saírem da China.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa em Bruxelas, o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarčič, indicou que, “até ao momento, um total de quase 600 cidadãos da UE manifestaram o seu desejo em sair da China” em ações de repatriamento.

Sem precisar quantos cidadãos de cada país estão em causa, Janez Lenarčič disse apenas que se trata de nacionais da Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Finlândia, França, Itália, Letónia, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia e Reino Unido.

Na terça-feira, foi anunciado que a UE vai enviar dois aviões à região chinesa de Wuhan que vão repatriar, devido ao coronavírus, 250 franceses e outros 100 cidadãos europeus que o solicitem, independentemente da nacionalidade.

Em causa está a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil após um pedido de França.

Até ao momento, nenhum outro Estado-membro pediu para ativar este mecanismo europeu, normalmente usado para desastres naturais.

Situada no centro da China, a cidade de Wuhan foi colocada na semana passada sob uma quarentena de facto, com saídas e entradas interditas pelas autoridades durante período indefinido, apanhando os residentes de surpresa. A interdição foi depois estendida e toda a região de Wuhan encontra-se em regime de quarentena, situação que afeta 56 milhões de pessoas.

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