Ministra Ana Abrunhosa recebida com manifestação em Idanha-a-Nova

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Cerca de uma centena de populares manifestaram-se hoje em frente à Câmara de Idanha-a-Nova, para exigir a continuidade da Escola Superior de Gestão (ESGIN) e transmitiram as suas preocupações à ministra da Coesão Territorial.
Ana Abrunhosa foi recebida em Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, por um grupo de cerca de uma centena de populares, que se concentraram à frente dos Paços do Município em defesa da manutenção da ESGIN no concelho, no âmbito do processo de reestruturação do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).
“Compreendo a vossa preocupação. Não tendo a tutela dos politécnicos, devo dizer que os Institutos Politécnicos no interior têm um papel fundamental na coesão territorial”, afirmou a governante, à porta da Câmara de Idanha-a-Nova, onde se deslocou para o lançamento da primeira pedra das obras de construção do alojamento temporário e do centro de acolhimento empresarial no âmbito do projeto ‘Green Valley FoodLab’, na Herdade do Couto da Várzea.
“Os Institutos Politécnicos têm autonomia na sua gestão. A ministra não vai dizer o que é que o presidente do IPCB deve fazer. A ESGIN é uma escola que me habituei a ver como uma referência para Idanha e para a região”, sublinhou.
Ana Abrunhosa considerou que é “legitima” a preocupação do IPCB se reestruturar no sentido de ser mais sustentável e competitivo.
“Enquanto ministra da Coesão Territorial sei que encontrarão uma solução que mantenha a escola em Idanha-a-Nova e que a faça crescer. Habituem-se a olhar para esta ministra como alguém que conhece os vossos problemas”, sustentou.
Ana Abrunhosa realçou que a coesão não depende só do Governo, mas de todos aqueles que estão no território e deixou um alerta: “Se quem cá está não se une não é o Governo que vem unir o que está desunido”.
Já na cerimónia de receção, a ministra ouviu o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, abordar novamente a questão da ESGIN.
“Hoje, como quando se instalou o polo da ESTIG em Idanha-a-Nova, a Câmara de Idanha-a-Nova continua a colaborar e a ser mecenas, permitindo o apoio na manutenção das instalações, no pagamento de despesas correntes, de especialistas professores, ‘catering’, na disponibilização de transportes regulares entre Castelo Branco e Idanha-a-Nova, na construção e disponibilização de novas infraestruturas e o seu funcionamento para as aulas (…)”, afirmou.
Armindo Jacinto explicou ainda que a autarquia apoia ainda no pagamento de 50% das propinas dos alunos da ESGIN e no pagamento de outras despesas, valores estes que em média ascenderam nos últimos seis anos, a 250 mil euros por ano que, conjuntamente com o investimento feito no mesmo período ascendeu a 2,5 milhões de euros.
“Está projetada no decurso do próximo ano a reabilitação urbana de 200 camas para estudantes em Idanha-a-Nova (…). A aquisição de 70 computadores para renovar o parque informático da ESGIN. A reabilitação do edifício da ESGIN, projeto integrado no pacto da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, em eficiência energética, candidatura já apresentada ao Centro 2020. A instalação de novas cozinhas para apoiar novos cursos nas áreas da Gestão Hoteleira”, exemplificou.
No total, o autarca disse que o município perspetiva fazer um investimento de cerca de mais três milhões de euros em despesas correntes e de investimento, nos próximos anos.
“Na verdade, a Câmara de Idanha-a-Nova tem sido mecenas do IPCB e de todas as escolas, e não apenas da ESGIN, porque a poupança que a escola gera com a comparticipação anual média reflete-se na contabilidade geral do IPCB e de todas as suas unidades orgânicas”, sustentou.
O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova disse perceber a necessidade do IPCB encontrar soluções, para o seu futuro e das suas unidades orgânicas, procurando a sustentabilidade financeira, administrativa, científica e pedagógica da instituição.
Armindo Jacinto agradeceu o “apoio” que a governante “decidiu dar à luta para manter a nossa ESGIN, em Idanha, com todas as suas competências e autonomias”.
No final da cerimónia de receção, o Movimento pela Autonomia da ESGIN e o Movimento dos ex-alunos da ESGIN entregaram, em mão, à ministra da Coesão Territorial uma missiva contra o eventual encerramento desta escola do IPCB em Idanha-a-Nova.

 

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