Natal em Portugal, como celebramos a alegria, a união e a paz

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O Natal em Portugal define-se pela tradição, pelas árvores de natal, pelos presentes, mas acima de tudo pela família, que tem lugar de destaque nesta altura do ano. São várias as tradições de natal que passam de geração em geração.

Tradicionalmente, as famílias portuguesas reúnem-se no dia 24 de Dezembro, e à mesa do jantar servem-se pratos de bacalhau, peru assado ou polvo dependendo das tradições de cada região.
As ruas ficam iluminadas, as casas também, embebendo todos os residentes num ambiente festivo, de alegria e comunhão. Nas zonas mais frias, como Bragança, Guarda ou Castelo Branco, é também tradição a existência de um “Madeiro”, grande fogueira, mantida durante todo o período natalício pelos jovens que atingem a maioridade (18 anos) nesse ano, marcando assim a sua passagem para a vida adulta.
A época do Natal é também propícia a programas musicais e a muita animação nos centros históricos de cidades e vilas, como em Lisboa, a Vila Natal em Óbidos, mas também concertos, espetáculos e presépios vivos em cidades como Porto, Guarda, Viseu, Leiria, Cascais, Sintra, Santa Maria da Feira, Vila Nova de Gaia, Penela, Penamacor ou Loulé. Hoje apresentamos-lhe algumas tradições de natal em Portugal, que muitos portugueses ainda hoje seguem.

Presépio

Para a grande maioria dos cristãos, o natal significa o nascimento de Jesus. Assim sendo, colocar o presépio por debaixo da árvore de natal é uma das tradições de natal mais comuns. O mesmo recria o nascimento do menino Jesus num estábulo. Por norma, é constituído por 6 figuras principais (Maria, José, menino Jesus, e os 3 Reis Magos – Gaspar, Baltazar e Belchior), no entanto, muitas famílias optam por algo mais “pomposo” e incluem riachos, musgo, animais e alguns anjos.
Em 2013, Portugal entrou para o livro dos recordes do Guinness, ultrapassando o México por ter o maior presépio em movimento do mundo com 7500 peças.

Pai Natal

Embora a figura do Pai Natal como o “conhecemos” atualmente tenha sido criado pela Coca-Cola, esta continua a ser uma das figuras mais míticas do natal. Praticamente todas as crianças acreditam que este senhor de barbas brancas e vestido de vermelho, na noite de 24 de dezembro desce pela chaminé (ou pela janela, dependendo do tipo de casa) e deixa as prendas junto da árvore, para que à meia-noite, todas as crianças as possam abrir.

Bolo-rei

O famoso bolo-rei é uma das tradições de natal que em Portugal não passa despercebida a praticamente nenhuma família. Com uma forma redonda e com um buraco no meio coberto com frutas cristalizadas e com frutos secos no seu interior.
Antigamente, este bolo trazia também no seu interior um brinde (pequeno objeto de metal, no entanto desde há uns anos que foi proibido pela EU por questões de segurança) e uma fava. De acordo com a tradição, a pessoa a quem calhava a fatia de bolo que continha a fava, teria de pagar o bolo-rei no ano seguinte.
Hoje em dia, e devido ao grande número de pessoas que não consome fruta cristalizada, existem diversas variantes deste doce de natal, nomeadamente o bolo rainha (feito exclusivamente com frutos secos – nozes, amêndoas, cajus…), o bolo-rei de chocolate e o bolo-rei com gila.

Meias na chaminé

Reza a lenda, que há muitos anos, um homem da nobreza, muito desgostoso pela morte da sua mulher, terá gasto todo o seu dinheiro, deixando as suas três filhas sem nada.
São Nicolau (a figura sobre o qual surgiu a imagem do pai natal), ao saber que as três passavam por maus momentos, montou o seu cavalo branco e decidiu na noite de consoada ir até à casa delas e atirar pela chaminé três bolsas com moedas de ouro.
Por coincidência, as bolsas caíram dentro das meias que as raparigas tinham lavado e pendurado à lareira para secar. Daí a tradição e a razão das meias serem sempre de tamanhos muito grandes.

Postais de Natal

Sabe de onde é que veio esta, que é uma das maiores tradições de natal de sempre? Em meados do século XIX, pela altura do natal, um inglês chamado Sir Henry Cole, costumava escrever a muitas pessoas da nobreza e da sua família que se encontravam um pouco por todo o mundo, a desejar as boas festas. No entanto, este acabava por ser um processo bastante longo e cansativo, e de forma a agilizar o mesmo, criou um postal com uma imagem e uma mensagem de natal igual para todos. A imagem foi tão falada e polémica, que o conceito acabou por se generalizar. Em Portugal, a massificação da criação de postais de natal, aconteceu devido à UNICEF, como forma de apoio e solidariedade.

Missa do Galo

Embora não seja muito comum nas grandes cidades as famílias com filhos pequenos saírem à rua depois da meia-noite, em muitas aldeias de norte a sul do país, a missa do galo continua a ser uma tradição.
Esta missa é celebrada à meia-noite, e apenas depois da missa é que se abrem os presentes de natal (embora muitas pessoas optem por abrir os presentes antes da meia noite porque os mais pequenos começam a ficar com sono e impacientes).
Todos os anos, é possível ver na televisão a missa do galo que o Papa celebra no Vaticano.

Consoada

A consoada é uma das tradições de natal tipicamente portuguesa e que todas as famílias acabam por fazer. No entanto, são muitas as pessoas que não cumprem a tradição à risca, isto porque a loiça usada não deve ser lavada nem levantada da mesa por respeito a todos os mortos da família. Outra alteração que a consoada sofreu ao longo dos anos, é que inicialmente era constituída por uma refeição leve de peixe. Hoje em dia o peixe mantém-se, pois muitas pessoas comem bacalhau cozido com batatas e couve portuguesa, seguida de uma quantidade quase industrial de doces.

Árvore de Natal

A primeira referência à árvore de natal como conhecemos hoje, data do século XVI. Nesta altura, na Alemanha, todas as famílias decoravam pinheiros com papéis coloridos, frutas secas e doces. A tradição espalhou-se pela Europa, e em 1800 (mais ou menos) chegou aos Estados Unidos. Dessa essa altura que se tem alargado, e hoje em dia, praticamente todos os países montam um pinheiro de natal.
Reza a lenda, que o pinheiro foi escolhido pela sua forma triangular, que representa (para os cristãos) a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Presentes

Os presentes de natal são sem qualquer sombra de dúvida uma das maiores tradições de natal. Tendo começado há mais de 10 mil anos (os agricultores trocavam nesta altura o excedente das suas colheitas como forma de celebração do inverno já estar a meio), ainda hoje se mantém, fazendo as delícias de miúdos e graúdos, que deliram na altura de rasgar os presentes. Hoje em dia, os mesmos são oferecidos maioritariamente às crianças. Sendo que aos adultos, as prendas são essencialmente coisas que os mesmos precisam (como roupa, telemóveis, gadgets…).

Troca de prendas

Em Portugal, uma das tradições de natal que se tem tornado muito recorrente, é a realização de trocas de prendas entre amigos no decorrer de um jantar de natal.
Por norma, este jantar ocorre durante o mês de dezembro. Desta forma, todas as pessoas que querem entrar colocam o seu nome num papel, e o mesmo é retirado aleatoriamente por outra pessoa. Desta forma, todos recebem presentes e gasta-se muito menos dinheiro.

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