Madeira continua a acolher emigrantes da Venezuela

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O Governo Regional da Madeira vai continuar a acolher “sem qualquer discriminação, problema ou obstáculo” os emigrantes da Venezuela, afirmou hoje o chefe do executivo, Miguel Albuquerque, indicando que já regressaram mais de 8.000 pessoas desde 2016.

“Da parte do meu governo, continuaremos a tudo fazer para que os nossos conterrâneos que têm regressado da Venezuela se sintam na sua casa – é um princípio de equidade, de justiça, de retribuição”, disse o governante na abertura do Fórum Madeira Global 2019, uma reunião de representantes das comunidades madeirenses, que decorre no Funchal até quinta-feira.

Miguel Albuquerque destacou a forma “magnífica e exemplar” como a população do arquipélago tem acolhido os emigrantes da Venezuela, muitos dos quais regressam à terra de origem em “situações de grande precariedade”, devido ao clima de instabilidade económica e social que se vive naquele país.

“Esta capacidade para desenvolver a integração deve ser louvada”, disse, realçando que é também a prova de que a ligação dos madeirenses à diáspora acontece “de facto” e não apenas por “grandes proclamações e grandes discursos”.

Miguel Albuquerque manifestou, por outro lado, preocupação face à saída do Reino Unido da União Europeia, indicando que já foi criado um gabinete na Loja do Cidadão do Funchal para atender exclusivamente aos pedidos de formalização de residência dos emigrantes naquele país.

O Fórum Madeira Global 2019 é um evento promovido pelo Governo Regional, já na quarta edição, este ano dedicado ao tema da participação política nos países de acolhimento e em Portugal.

O programa inclui ainda o II Encontro Intercalar de Investidores da Diáspora.

“A Madeira e o país têm de aproveitar a sua diáspora para consolidar a sua presença no mundo”, afirmou Miguel Albuquerque, realçando, no entanto, que agora o grande desafio é consolidar a ligação à terceira, quarta e quinta gerações de emigrantes.

“Não será com certeza apenas um desafio linguístico, não será apenas um desafio afetivo, mas sobretudo um desafio à nossa inteligência e capacidade de manter viva a ligação à matriz, à pátria comum”, reforçou.

O Fórum Madeira Global, criado por decreto legislativo em 2016, tem como objetivo dotar as comunidades madeirenses de uma “maior capacidade de assessorar o Governo Regional” na definição da sua política para o setor, dando voz aos emigrantes e aprofundado os laços que unem os madeirenses.

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