BONS SONS o festival que mete uma aldeia no mapa está de volta

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Organizado desde 2006 pelo SCOCS, o Bons Sons manteve-se bienal até 2014, passando depois a realizar-se anualmente.
A aldeia de Cem Soldos é fechada e o seu perímetro delimita o recinto que acolhe 10 palcos integrados nas ruas, praças, largos, igreja e até em garagens e lagares.
São os cerca de mil habitantes da aldeia que organizam e montam o festival, ao longo do qual acolhem e servem os visitantes, numa partilha que distingue o Bons Sons dos restantes festivais nacionais.

Cinema, teatro, performances, palestras e atividades para toda a família compõem a programação paralela do Bons Sons, festival que, de 08 a 11 de agosto, transformará a aldeia de Cem Soldos, em Tomar, no maior palco de música portuguesa.
Em ano de comemoração dos 13 anos de festival, o Bons Sons assinala a 10.ª edição do evento com “muitas atividades que ultrapassam o universo musical”, anunciou hoje a organização, o Sport Clube Operário de Cem Soldos (SCOCS).
Três espetáculos de dança testemunham a renovação da parceria entre o Bons Sons e o festival Materiais Diversos, que este ano também completa dez anos.
A coreografia “Coexistimos”, concebida e interpretada por Inês Campos, que também combina imagem, objetos, “arquitetura de movimento”, é uma das propostas no capítulo da dança, a par de “Danza Ricercata”, de Tânia Carvalho, e “Nem a própria ruína”, o primeiro espetáculo do trio nortenho Francisco Pinho, João Dinis Pinho e Dinis Santos, este tendo como base o álbum “10.000 anos depois entre Vénus e Marte”, de José Cid.
Na arte da representação, destacam-se “Portuguesas inesquecíveis”, com direção de Cláudia Gaiolas e dramaturgia de Alex Cassal, uma peça que dá a conhecer duas históricas figuras femininas: a marquesa de Alorna (Leonor de Almeida) e Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal.
Ainda no campo teatral, Tiago Madaleno homenageia o ‘performer’ amador com a “Volta a Portugal em Coreto”, uma iniciativa que visita várias regiões do país, dando palco a quem quer mostrar o seu talento.
No que toca ao cinema, Cem Soldos volta a receber o festival itinerante “Curtas em Flagrante”, com duas sessões dedicadas a curtas-metragens.
O vídeo marcará lugar no âmbito de uma parceria com o Instituto Politécnico de Tomar, da qual resultou “Ao longe, vejo de perto a aldeia”, uma instalação que convida a conhecer as redondezas da aldeia através do olhar de oito jovens estudantes de cinema.
Na fotografia, a proposta da organização reside na exposição “Dar e Receber”, de Adriana Boiça Silva, que partilha com o publico do festival a mostra instalada ao longo da aldeia que anualmente recebe milhares de festivaleiros.
Durante os dias do festival o público terá ainda oportunidade de participar num projeto que revelará histórias e segredos da aldeia por trás do Bons Sons ou, em alternativa, nos momentos de reflexão proporcionados pelo projeto de jornalismo independente “Fumaça”. Este ano a conversa passará pela interioridade e pela produção cultural.
Ao longo de todo o festival, haverá ainda diversas atividades para toda a família, entre as quais as sessões de música para grávidas e bebés, os “Jogos do Hélder”, inspirados nos jogos tradicionais, ou as iniciativas envolvendo o Burro de Miranda, presente no festival através da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA).
Organizado desde 2006 pelo SCOCS, o Bons Sons manteve-se bienal até 2014, passando depois a realizar-se anualmente.
A aldeia de Cem Soldos é fechada e o seu perímetro delimita o recinto que acolhe 10 palcos integrados nas ruas, praças, largos, igreja e até em garagens e lagares.
São os cerca de mil habitantes da aldeia que organizam e montam o festival, ao longo do qual acolhem e servem os visitantes, numa partilha que distingue o Bons Sons dos restantes festivais nacionais.

 

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