Este mês há visitas teatralizadas à fragata D. Fernando II e Glória

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A fragata D. Fernando II e Glória, atracada na doca número dois, em Cacilhas, Almada (a cerca de 150 metros do terminal dos barcos), é palco neste mês de julho, de visitas guiadas teatralizadas, que prometem ser uma experiência memorável para os visitantes.
O ‘Marinheiro Peixoto’ guiará a visita, contando a história do último navio exclusivamente à vela da Marinha Portuguesa.
“O grande objetivo passa por proporcionar aos visitantes uma pequena teatralização, de modo a que se sintam envolvidos na História, destacando algumas curiosidades que enaltecem a história do navio”, explica uma nota divulgada pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas.
A ‘Visita à Fragata com o Marinheiro Peixoto’ acontece sempre aos sábados – dias 6, 13, 20 e 27 – às 12h, e é necessária inscrição prévia.
Os preços, que já incluem a entrada na Fragata D. Fernando II e Glória, variam entre os 7,50€ para crianças e 12,50€ para adultos. Há ainda um bilhete de família, que inclui dois adultos e duas crianças, e custa 36€.
As inscrições podem ser feitas em https://www.coolturetours.com/2019/16/2751/

A última nau da ‘Carreira das Índias’

A Fragata D. Fernando II e Glória foi a última nau da chamada ‘Carreira das Índias’, verdadeira linha militar que durante mais de três séculos fez a ligação entre Portugal e aquela antiga colónia.
Em 1821 foi proposto pelo então Chefe de Esquadra, Almirante Garcez Palha, ao Rei D. João VI, a construção de uma nova fragata. Esta proposta viria a ser aprovada três anos depois, sendo o financiamento suportado pelos rendimentos do tabaco e alguns subsídios do governo de Macau.
O também último navio exclusivamente à vela da Marinha Portuguesa, foi construído no estaleiro real de Damão (Estado da Índia) onde foi lançado à água em 1843, sendo depois rebocado para Goa a fim de ser armado e aparelhado.
Foi batizado com o nome de D. Fernando II e Glória em homenagem a D. Fernando Saxe Coburgo-Gotha, marido da Rainha D. Maria II de Portugal, e à própria Rainha cujo nome era Maria da Glória.
Entre 1865 e 1938, fundeado no Tejo, funcionou como Escola de Artilharia Naval. Em 1947 passou a ser a sede de uma obra social que viria a acolher muitos adolescentes e jovens rapazes, maioritariamente órfãos e provenientes de classes desfavorecidas e que nele recebiam formação escolar e aprendizagem técnica naval para mais tarde poderem trabalhar na Marinha de Guerra, de pesca ou mercante.
Em 1963, ainda nessas funções, a D. Fernando II e Glória sofreu um grande incêndio que a destruiu em grande parte, tendo ficado meio submersa no rio Tejo até 1992, ano em que foi decidido promover a recuperação e restauro do navio.
Em 1997 voltou a Lisboa a fim de completar os trabalhos de restauro no Arsenal do Alfeite e ser equipado para servir como navio museu. Em abril de 1998, a fragata foi entregue à Marinha e aberta ao público na EXPO’98.
É, desde então, um pólo museológico do Museu de Marinha.

Ana Grácio Pinto

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