Diáspora Boavisteira reuniu seis antigos presidentes, Valentim Loureiro homenageado

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Seis antigos presidentes do Boavista encontraram-se no terceiro encontro da Diáspora Boavisteira, no Porto, no qual Valentim Loureiro, que liderou o clube entre 1978 a 1997, recebeu uma dupla homenagem.

Valentim Loureiro, hoje com 80 anos, estreou-se como dirigente axadrezado há 50 anos e a organização da Diáspora assinalou a efeméride entregando-lhe uma placa alusiva numa cerimónia realizada no auditório do Estádio do Bessa e presenciada por mais de uma centena de antigos atletas, treinadores, dirigentes e outros responsáveis.

A atual direção do Boavista, presidida por Vítor Murta, aproveitou e distinguiu-o com uma réplica da peça escultórica que se ergue no exterior do Bessa alusiva à conquista do título de campeão nacional da época 2000/2001, o único que o Boavista possui.

A Diáspora Boavisteira, uma iniciativa promovida por antigos jogadores axadrezados, como Almeidinha, Caetano e Júlio, conseguiu este ano reunir seis ex-presidentes do Boavista: Mexia Alves, Valentim Loureiro, João Loureiro, Joaquim Teixeira, Manuel Maio e Álvaro Braga Júnior.

Valentim Loureiro, atual presidente honorário do Boavista, recordou que esteve “muitos anos no futebol” e foi o primeiro presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e disse que foi “um prazer” reencontrar atletas do seu tempo, “aqueles que mais mereceram” a sua atenção “enquanto profissionais”.

“Eram profissionais, mas nunca separei o jogador do homem. Vi nos jogadores não algo que se compra e vende. Não se compram nem se vendem jogadores. Contratam-se, dispensam-se e transferem-se”, frisou.

Valentim Loureiro elogiou Mexia Alves, um “presidente de uma importância ímpar porque pagou do bolso dele muito dinheiro para o Boavista se aguentar entre os maiores”, e recordou também o filho, João Loureiro, que era o presidente quando o Boavista se sagrou campeão nacional.

“Defendo que haja uma competição desportiva séria e que tudo o que se ouve por aí sejam apenas rumores. Infelizmente, há quem atire e se esconda e crie problemáticas que não deveriam existir”, acrescentou.

Manuel José, que foi treinador do Boavista, participou na terceira edição da Diáspora e disse que, “brincando, é um bocadinho, como uma ida ao museu” e rever jogadores, dirigentes e outros responsáveis com os quais trabalhou.

“É uma emoção muito grande estar com esta gente toda no clube em Portugal, onde estive mais tempo. Foram cinco anos. A Diáspora é uma ideia excelente, porque dá importância àqueles que ajudaram a fazer a história do Boavista”, referiu.

O atual presidente do Boavista, Vítor Murta, elogiou a iniciativa, pois “para se ter um bom futuro é preciso respeitar o passado”.

“É a nossa história e a nossa memória” que a Diáspora convoca, considerou, anunciando que a sua direção pretende criar “um espaço no Estádio do Bessa para os grandes jogadores do Boavista que são uma referência”, espaço esse que deverá ficar na banca principal.

O terceiro encontro da Diáspora Boavista reuniu mais de 160 antigos futebolistas, treinadores, dirigentes e outros responsáveis num programa que começou ao fim da manhã, terminou mais de seis horas depois e incluiu um almoço cuja receita reverterá favor de um fundo de apoio a ex-jogadores com problemas de saúde e financeiros.

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