Turismo rural é “turismo do futuro” e pode ajudar a fixar jovens no Interior

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O secretário de Estado para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino, disse hoje que o turismo rural “é o turismo do futuro” e pode contribuir para a fixação de jovens nos territórios do Interior do país.

“[O turismo rural] tem muito futuro. Eu diria que é o turismo do futuro. Agora, claro que há um caminho que temos que continuar e temos que fazer e temos que fazê-lo de forma inteligente”, disse o governante.

João Paulo Catarino falava à margem da sessão de abertura do VI Congresso Europeu de Turismo Rural (COETUR), que decorre até quinta-feira no concelho do Sabugal, no distrito da Guarda.

Para o secretário de Estado, o turismo rural também pode contribuir para a fixação de jovens nos territórios de baixa densidade, desde que eles se possam “realizar pessoalmente e profissionalmente”.

“No fundo, as pessoas só se fixam ao território se puderem cá realizar um projeto de vida. E por isso é que é importante, porque o turismo traz emprego, traz retorno económico e eu julgo que há hoje muitos jovens que gostam desta área, é uma área muito apelativa e eu acho que eles podem, com os seus próprios projetos, obviamente acrescentar valor, fixarem-se, e trazerem turistas e trazerem pessoas ao território”, afirmou.

O secretário de Estado lembrou que o Governo criou um programa para a valorização turística do Interior, para qualificar os atores do território, para que as pessoas “sejam uma parte integrante dos agentes que recebem o turista”.

“O Governo está muito apostado na qualificação do território, dos agentes que estão no território. Por isso é que alocámos mais de 70 milhões de euros exclusivamente para o Interior e para este fim específico”, referiu.

O governante reconheceu ainda que o turismo rural “necessita de ser construído em rede” e Portugal e Espanha “têm aqui uma ótima oportunidade de consolidar um trabalho que já tem vários anos, mas que ultimamente se tem vindo a intensificar”, à volta de setores como o património histórico, as áreas classificadas e a gastronomia, entre outros.

Na sessão de abertura do congresso, que tem 123 portugueses e espanhóis inscritos, segundo a organização, Pedro Machado, presidente da Entidade Regional do Turismo do Centro, reafirmou que o “luxo do século XXI” está no turismo do interior do país.

“Quando nós pensamos que em última instância, quem tem poder de compra, procura ter, no final da linha da sua experiência turística algo que é autêntico e singular, onde é que ele encontra estas características? É exatamente nos espaços que nós hoje aqui estamos a promover”, declarou.

Já António Robalo, presidente do município do Sabugal e das Aldeias Históricas de Portugal, defendeu a articulação entre Portugal e Espanha para potenciar o turismo ibérico.

Para o autarca, o turismo em espaço rural também pode “contrariar” o abandono e o esvaziamento humano dos territórios.

Ana Alonso, diretora de Relações Institucionais de Escapada Rural, entidade organizadora do COETUR, em colaboração com a Rede das Aldeias Históricas de Portugal e o Município do Sabugal, com apoio institucional do Turismo do Centro e do Turismo de Portugal, referiu que “o destino único ibérico é uma aposta” futura e o turismo rural vai ser “cada vez maior” nos próximos tempos.

O VI COETUR decorre até quinta-feira com o mote “Destino Ibérico, Turismo Rural aquém e além-fronteiras”.

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