Grupo de Contacto Internacional inicia missão política de dois dias

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O Grupo de Contacto Internacional (GCI) para a Venezuela inicia hoje em Caracas uma missão política, na qual Portugal está representado pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

O envio desta missão política saiu da reunião que o GCI efetuou na semana passada na capital costa-riquenha, São José,

Dessa reunião saíram três decisões: estabelecer a título permanente, em Caracas, um grupo de apoio à ação humanitária, agendar reuniões com o Grupo de Lima e com a Comunidade dos Países do Caribe (que ainda estão a ser marcadas), e enviar uma missão política à Venezuela.

O GCI enviou entre janeiro e maio cinco delegações de nível técnico e diplomático e decidiu promover uma missão para âmbito político tendo em conta a degradação da situação social e política na Venezuela.

A missão que hoje chega a Caracas será composta por secretários de Estado e tem como “objetivo fundamental apresentar a todas as partes da Venezuela o trabalho feito pelo Serviço Europeu de Ação Externa”, conforme declarou à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva.

Trata-se de um trabalho que Santos Silva classificou como “muito interessante e muito útil, porque mostra, em relação a cada ponto chave do que deve ser um processo eleitoral conducente a novas eleições presidenciais na Venezuela, quais são as alternativas possíveis e quais são os pontos de compromisso possíveis”.

O GCI integra, além de Portugal, sete outros países europeus (Espanha, Itália, Reino Unido, Holanda, Alemanha, França e Suécia), a União Europeia (UE) e quatro países latino-americanos (Costa Rica, Equador, Uruguai e Bolívia).

No final de janeiro deste ano, o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela e foi quase de imediato reconhecido por mais de 50 países. Guaidó indicou que o objetivo era conduzir o país à realização de “eleições livres e transparentes”.

À crise política na Venezuela soma-se a uma grave crise económica e social que já levou mais de três milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

O clima de crise e de incerteza política tem tido repercussões no abastecimento energético do país, que enfrenta igualmente falta de medicamentos e de alimentos.

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