Centro de Interpretação do Baixo Sabor já salvou 150 animais selvagens

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Cento e cinquenta animais selvagens, na maioria aves, foram recuperados e salvos pelo Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal do Baixo Sabor (CIARA), uma estrutura de investigação e promoção da cultura científica instalado no concelho de Torre de Moncorvo.
Inaugurado em maio de 2017, o CIARA ocupa um moderno edifício, construído junto à aldeia de Felgar e à albufeira da barragem do Baixo Sabor.
Tem como objetivos “organizar e promover a cultura científica e tecnológica assim como a disseminação e difusão do conhecimento sobre um território absolutamente fantástico que envolve o Parque Natural de Montesinho e o Parque Natural do Douro Internacional”, informa o site do CIARA na internet.
Em dois anos recebeu já a vista e mais de 4.000 pessoas e anunciou a reabilitação de 150 animais selvagens – 90,7% aves e 9,3% mamíferos.
“Temos aqui um equipamento com condições únicas para o tratamento e recuperação de aves e outros animais selvagens, com uma taxa de sucesso que ronda os 70%”, destacou à agência Lusa o presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor, organismo que reúne os concelhos de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo, todos no distrito de Bragança, região de Trás-os-Montes.
Nuno Jorge Rodrigues Gonçalves explica ainda que o CIARA tem “o maior túnel de voo para aves da Península Ibérica”. “Com os números indicados, estamos perante um caso de sucesso”, afirmou à Lusa. A maioria dos 150 animais que passaram pelo CIARA foram devolvidos à natureza.
Os números foram divulgados no mês em que aquela estrutura assinala o seu segundo ano de existência. O CIARA vai agora cuidar dos animais acidentados da fauna dos quatro municípios do Baixo Sabor, mas também alargar a sua disponibilidade técnica e científica as áreas protegidas do Parque Natural do Douro Internacional e Parque Natural de Montesinho.

Parceria com UTAD e Politécnico de Bragança

A componente da medicina veterinária está a cargos de especialistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) enquanto a enfermagem especializada está entregue ao Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
O Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SPNA/GNR), o Geoparque Terras de Cavaleiros e o Grupo Nordeste são igualmente tidos como parceiros importantes no funcionamento deste equipamento ambiental.
Roberto Sargo, especialista em medicina veterinária da UTAD, revela que a maioria dos animais tratados no CIARA entram nesta altura do ano, já que é uma época de maior movimentação e acabam por sofrer mais acidentes.
“Como os dias são maiores, há mais atividade nas estradas e nos campos agrícolas, o que leva a que haja mais acidentes. Como também há mais pessoas os animais feridos são mais facilmente detetados”, completou. Segundo o veterinário, o número de animais selvagens vítimas de disparo de armas de fogo tem vindo a diminuir.
O CIARA permite a recolha, tratamento e estudo da fauna existente neste território transmontano e tem ainda à disposição dos visitantes experiências tecnológicas interativas, como a possibilidade de sobrevoar a paisagem duriense através de técnicas de realidade virtual.
A barragem do Baixo Sabor foi a primeira a disponibilizar 3% da faturação anual de energia para o fundo de compensação ambiental destinado também a apoiar o desenvolvimento de projetos na área de influência.
A albufeira estende-se ao longo de 60 quilómetros, desde a zona da barragem até cerca de 5,6 quilómetros a jusante da confluência do rio Maçãs com o rio Sabor, ocupando áreas dos concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.

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