Mais de 2.000 produtos alimentares com menos sal, açúcar e ácidos gordos até 2022

Data:

Mais de 2.000 produtos alimentares, entre refrigerantes, cereais de pequeno almoço, leites com chocolate e batatas fritas vão ser reformulados para reduzir os teores de açúcar, sal e ácidos gordos até 2022.
O acordo com a indústria alimentar e distribuição, que vai ser hoje assinado pela Direção-Geral da Saúde e, segundo o jornal Público, abrange mais de 2.000 produtos, prevê uma redução de 10% no teor de açúcar dos cereais de pequeno almoço, iogurtes, leites fermentados, leite com chocolate e refrigerantes e uma redução de 7% para os néctares de fruta.
“Pretende-se que as pessoas tenham acesso a alimentos saudáveis de uma forma mais facilitada”, disse à Lusa a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, explicando que os alimentos a reformular foram selecionados através dos inquéritos alimentares nacionais e com a Comissão Europeia.
A governante explicou também que foram identificados “não só os alimentos que mais contribuem para a ingestão de açúcar, sal e ácidos gordos, mas também os que eram maioritariamente consumidos pelos grupos mais vulneráveis como crianças e adolescentes”.
Raquel Duarte disse que a redução no teor de sal, que abrange batatas fritas e outros ‘snacks’, pão, cereais de pequeno almoço, sopas prontas, refeições prontas e pizzas, atinge os 10%, mas há valores específicos: “No sal pretende-se atingir um grama de sal por 100 gramas de pão e nos cereais de pequeno almoço os 10% de redução”.
A redução dos teores de ácidos gordos trans abrange as gorduras industriais utilizadas para o fabrico de produtos alimentares.
Raquel Duarte sublinhou a importância do acordo a assinar hoje, que apelida de “inédito”, não só pela sua dimensão como pela avaliação que irá ser feita.
“O acordo é inédito, pelo modelo de avaliação: o que se pretende é que esta reformulação dos alimentos alimentares seja avaliada e monitorizada de forma independente e externa [Nielsen, Instituto Ricardo Jorge e DGS), pelo número de categorias de produtos alimentares abrangidos e pelas associações do setor envolvidas”, considerou a secretária de Estado da Saúde.
O acordo inclui a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e associações nacionais da indústria de laticínios, de comerciantes de produtos alimentares, a associação portuguesa de produtores de cereais, de óleos alimentares, margarinas e derivados, entre outras.
De fora dos alimentos a reformular ficaram, por exemplo, as bolachas, biscoitos e produtos de charcutaria, uma situação que a governante explica com as dificuldades técnicas para estas alterações, sobretudo por causa da conservação e manutenção dos alimentos.
“Alguns tipos de alimentos, sobretudo na charcutaria, levantavam problemas técnicos de produção e manutenção e o que se previu foi que continuamos a trabalhar com a indústria e a própria indústria está a encontrar alternativas para ter alimentos com bom sabor e apelativos”, afirmou.
A modificação dos teores de sal, açúcar e gorduras trans dos produtos alimentares é uma medida da estratégia Integrada para a promoção da Alimentação Saudável.

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.