Apoio aos passes cria portugueses de primeira e segunda

Data:

A distrital do PSD/Oeste defendeu hoje que o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes (PARTT) cria “portugueses de primeira e de segunda” e não promove a coesão territorial.

O PSD/Oeste referiu, em comunicado, que o PARTT foi “feito a pensar sobretudo nas áreas metropolitanas”, fazendo dos que aí residem “portugueses de primeira”, com passes com custo máximo de 40 euros.

Já “os que residem no resto do país”, nomeadamente os habitantes da região Oeste, são “portugueses de segunda”, beneficiando de passes “com valores próximos de cem euros ou mais” nas ligações entre os concelhos de origem e Lisboa.

“Onde fica a coesão social e territorial e o princípio da equidade”, questionaram os sociais-democratas do Oeste.

“Terá esta manifesta disparidade na distribuição de verbas (com nítido benefício para as áreas metropolitanas, sobretudo, a de Lisboa) alguma correlação com o facto de estarmos em ano eleitoral e aí se concentrar o maior número de votantes”, perguntou também esta distrital em comunicado.

Os sociais-democratas do Oeste consideraram “inaceitável esta política eleitoralista que, em vez de promover a coesão social e territorial, acaba por ter um efeito perverso, ao distinguir os portugueses em função do seu local de residência, com todas as injustiças que acarreta”.

A distrital Oeste do PSD integra as comissões concelhias de Torres Vedras, Alenquer, Lourinhã, Cadaval, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa.

A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), onde existe concelhos à mesma distância da capital do que alguns da Área Metropolitana de Lisboa, recebeu 1,3 milhões de euros do Fundo de Apoio à Redução Tarifária, enquanto a AML arrecadou 73 milhões de euros.

Em cada uma das regiões, o passe para dentro de cada concelho tem um custo até aos 30 euros, enquanto entre concelhos da mesma região chega aos 40 euros.

A OesteCim alargou também os descontos, prevendo uma redução de 30% nos passes das viagens pendulares para Lisboa.

A OesteCim integra os municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras (distrito de Lisboa) e Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Óbidos, Nazaré, Peniche (distrito de Leiria).

Residentes no Oeste querem passe igual ao da Área Metropolitana de Lisboa

Cidadãos que residem na zona Oeste e que se deslocam todos os dias para a capital defendem que o passe a 40 euros devia estender-se a mais concelhos.

“Não faz sentido que Torres Vedras não seja abrangida, porque, se o passe já era caro, a diferença passa a ser colossal”, afirmou à agência Lusa Francisco Mourão, que, para ir trabalhar, paga 165 euros pelo passe combinado nos transportes, “o quádruplo” do passe de 40 euros anunciado para a AML.

Para Mara Garcia, moradora de Torres Vedras a estudar na capital, “a vantagem para quem vive em Lisboa claramente é boa, mas devia abranger outros concelhos” porque “de Torres Vedras, por exemplo, vão centenas de pessoas todos os dias para Lisboa e pagam valores enormes”, disse à Lusa.

 

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.