Comer insetos é uma tendência nova que veio para ficar

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Comer insetos sempre foi uma prática associada a culturas distantes. Atualmente é uma tendência cada vez mais forte até mesmo nas melhores cozinhas do planeta. A partir de agora os insetos vão também chegar nos pratos europeus. A União Europeia acabou de autorizar a venda de insetos comestíveis.

Salada verde com grilos e gafanhotos, risoto com carne de besouro, abacaxi com formigas. Um menu inabitual, porém cada vez mais disponível. Comer insetos ainda é um grande desafio para muitos. A reação quase instantânea é de repugnância, mas quem tem a coragem de provar praticamente não se arrepende.

A experiência de degustar estes “novos alimentos” acaba de ganhar a chancela oficial da União Europeia, que autorizou a venda de insetos comestíveis para consumo humano. Segundo o entomólogo holandês, Arnold van Huis,”vai chegar o dia que haverá mais gente comendo insetos do que carne”.

Os insetos fazem parte da refeição tradicional de dois biliões de pessoas na Ásia, África e América Latina. Mais de duas mil espécies foram consideradas comestíveis e as mais populares são os besouros, larvas, abelhas, vespas e formigas. Seguidos pelos grilos, gafanhotos e cigarras.

Servir insetos como aperitivo parece ser uma nova tendência. Na França, país da alta gastronomia,  há startups que apostam no setor. Na vizinha Bélgica, já é possível encontrar grilos e besouros desidratados nas estantes dos melhores supermercados de Bruxelas. Larvas com cobertura de chocolate meio amargo ou branco também podem ser degustados no país onde o chocolate é uma paixão nacional.

Superalimento do futuro

Nas próximas décadas, com o aumento da população mundial e a diminuição das superfícies cultiváveis,  os insetos podem vir a ser no superalimento do futuro. Em 2050, a população mundial deve atingir 9,8 bilhões e 11,2 biliões em 2100.

O planeta está longe de alcançar uma das metas do Milénio da ONU, a de reduzir a fome a metade no mundo. Como então alimentar a superpopulação no futuro? Dados da FAO, órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação revelam uma realidade vergonhosa.

A cada ano, pelo menos um terço dos alimentos produzidos no mundo é perdido ou desperdiçado. O que equivale a 1,3 bilião de toneladas de alimentos jogados diretamente no lixo. Neste contexto, os insetos seriam uma alternativa ao consumo de proteína animal, produzindo baixo impacto ao meio ambiente. “Insetos são alimentos ricos em nutrientes, de baixo custo e ecológico”, define um relatório da FAO.

Europa dá sinal para produtores de insetos comestíveis

O maior obstáculo da indústria dos produtores de insetos na Europa era a ausência de uma legislação clara. Com as novas regras, apresentadas pela Comissão Europeia, os insetos passam a estar literalmente no centro da mesa. A partir de agora, quem investe neste setor pode pedir autorização para comercialização de seus produtos.

Heidi de Bruin, cofundadora da holandesa Proti-Farm, uma das primeiras empresas a interessar-se por este mercado, garante que os consumidores estão interessados em insetos comestíveis pelos benefícios à saúde e ao meio ambiente. “Insetos têm vitaminas e minerais naturais, são ricos em cálcio e ferro, pouco sal e açúcar e são livres de antibióticos e química” afirma.

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