Caldas da Rainha e Óbidos vão poder fazer dragagens de manutenção na Lagoa de Óbidos

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As autarquias das Caldas da Rainha e de Óbidos vão passar a poder fazer dragagens de manutenção na Lagoa de Óbidos, tutelada pela Agência Portuguesa do Ambiente, anunciou o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

As duas autarquias ribeirinhas da Lagoa de Óbidos “mostraram recetividade para participarem na atividade continuada de dragagem da Lagoa”, disponibilidade que o Governo “vê com muito bons olhos” disse à Lusa o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

Em causa estão as dragagens necessárias para que “a lagoa não volte a ter um assoreamento desta dimensão”, provocando o fecho do canal que liga aquele ecossistema ao mar e que recorrentemente obriga à retirada de areias.

O ministro afirmou que o Governo continuará “a financiar uma boa parte dessa intervenção” e disponibilizará “todo o apoio técnico”, mas delega nas autarquias a execução das dragagens de menor dimensão.

João Pedro Matos Fernandes falava na Foz do Arelho, onde presidiu ao concurso para a Dragagem da Zona Superior da Lagoa de Óbidos, que prevê a retirada de 875 mil metros cúbicos de areia das bacias no delta do rio Real, do braço da Barrosa e dos canais de ligação do corpo da lagoa aos braços da Barrosa e do Bom Sucesso.

A empreitada inclui ainda a valorização de uma área de 78 hectares a montante do rio Real.

A obra, aprovada em Conselho de Ministros no final de 2017, tem aprovada uma candidatura a fundos comunitários através do PO SEUR (Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos).

Com um custo total de 16 milhões de euros, a intervenção é co-financiada em 85% através do PO SEUR (Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos) e a contrapartida nacional é assegurada pela Agência Portuguesa do Ambiente.

A empreitada sucede à primeira fase das dragagens na Lagoa, que resultou na retirada 716 mil metros cúbicos de areia para combater o assoreamento que periodicamente fecha o canal de ligação ao mar, pondo em causa a sobrevivência dos bivalves.

A Lagoa de Óbidos é o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa Portuguesa, com uma área de 6,9 quilómetros quadrados que fazem fronteira terrestre com o concelho das Caldas da Rainha a Norte (freguesias da Foz do Arelho e Nadadouro) e com o concelho de Óbidos a Sul (freguesias de Vau e Santa Maria).

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