Mais de 500 mil euros investidos na ETAR de Proença-a-Nova

Data:

15A Estação de Tratamento de Águas Residuais de Proença-a-Nova foi alvo de um investimento total de 514 mil euros por parte da Águas do Vale Tejo, empresa gestora do espaço, duplicando a sua capacidade, que passa agora a servir uma população de mais de 4.600 habitantes, com um caudal médio de 584 m3/dia.
A conclusão da empreitada contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, que presidiu à cerimónia de inauguração das obras no dia 10 de janeiro, reforçando que “a melhoria destas infraestruturas são peças-chave para trazermos mais riqueza e tornar estes territórios mais atrativos para a instalação de empresas, dando-lhe ao mesmo tempo valor ambiental” e acrescentou que “nesta legislatura foram aprovadas mais de 300 novas ETAR’s, o que corresponde a um esforço 660 milhões de euros de investimento. Este valor é claramente superior se pensarmos no contributo que damos às empresas e populações e é mais um passo que damos na melhoria do meio ambiente. Carlos Martins explicou que este investimento não passa só pelo tratamento das águas residuais, “o objetivo é dotar os municípios de ferramentas financeiras para a criação de redes para que estas águas possam ser reutilizadas quer em espaços de rega como os jardins públicos, lavagens de ruas, espaços desportivos, entre outros, contribuindo para a minimização do desperdício deste bem”.
Este é precisamente o desafio que está em cima da mesa, tal como frisou o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo: “temos de repensar a maneira como olhamos para as águas residuais e inseri-las no ciclo da vivência da nossa sociedade. A água é um bem essencial e é nosso dever pensarmos numa maneira de ter o seu máximo aproveitamento. Olho para este investimento com agrado, pois dá resposta ao aumento do nosso perímetro urbano atual e que se traduz na melhoria da qualidade de vida dos nossos munícipes e é igualmente um contributo importante em termos ambientais que deixamos para as próximas gerações”.
Para José Sardinha, administrador das Águas do Vale do Tejo, além da importância da duplicação da capacidade da ETAR, “apostamos também no tratamento terciário, cujo tratamento inclui a remoção de azoto e fósforo, através de duas linhas de tratamento ecológico que nos permite atingir uma qualidade de afluente que nos orgulha e por isso a descarga está à vista de todos: água tratada e que está a ser devolvida ao meio ambiente, que poderá alavancar desenvolvimento, novas atividades económicas, permitindo o desenvolvimento deste município” e remata que “esse é o melhor legado que podemos deixar para as gerações futuras, um ambiente melhor do aquele que encontrámos. Todos nós devemos contribuir para um país melhor, mais sustentável e mais desenvolvido”.
Inaugurada em 2006, a ETAR de Proença-a-Nova estava dimensionada para servir uma população de cerca de 2.200 habitantes e um caudal médio de 326 m3/dia, não respondendo às condições de afluência atuais. Além do aumento da capacidade de tratamento, e do consequente contributo em termos ambientais, as obras realizadas foram projetadas para responder aos níveis de qualidade compatíveis com a atual legislação em vigor.

 

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.