Venezuela: Antigos chefes de estado ibero-americanos pedem reconhecimento de Guaidó

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Cerca de duas dezenas de antigos chefes de Estado e de Governo ibero-americanos apelaram ontem à comunidade internacional para reconhecer Juan Guaidó, líder do Parlamento ,como Presidente interino da Venezuela.
Os ex-líderes participantes da Iniciativa Democrática de Espanha e das Américas esperam que Juan Guaidó possa “exercer plenamente seus poderes constitucionais como chefe do Estado e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, ao mesmo tempo que convoca as eleições presidenciais em tempo oportuno”.
A declaração foi assinada pelos ex-presidentes Oscar Arias, Rafael Angel Calderón, Laura Chinchilla e Miguel Angel Rodriguez (Costa Rica), César Gaviria, Andres Pastrana e Álvaro Uribe (Colômbia), Felipe Calderon e Vicente Fox (México) e Felipe González e José María Aznar (Espanha).
Também por Mireya Moscoso (Panamá), Enrique Bolaños (Nicarágua), Alfredo Cristiani (El Salvador), Eduardo Frei (Chile), Osvaldo Hurtado, Jamil Mahuad e Gustavo Noboa (Equador), Luis Alberto Lacalle e Julio María Sanguinetti (Uruguai), Jorge Tuto Quiroga (Bolívia) e Juan Carlos Wasmosy (Paraguai).
Vários presidentes, incluindo o norte-americano Donald Trump, já reconheceram Guaidó como o legítimo Presidente interino da Venezuela.
Juan Guaidó autoproclamou-se na quarta-feira Presidente interino da Venezuela, perante milhares de pessoas concentradas em Caracas.
“Levantemos a mão: Hoje, 23 de janeiro, na minha condição de presidente da Assembleia Nacional e perante Deus todo-poderoso e a Constituição, juro assumir as competências do executivo nacional, como Presidente Encarregado da Venezuela, para conseguir o fim da usurpação [da Presidência da República], um Governo de transição e eleições livres”, declarou, num dia marcado por protestos contra Nicolás Maduro por todo o país, que fizeram pelo menos sete mortos.

O rosto da oposição

O engenheiro mecânico de 35 anos tornou-se rapidamente o rosto da oposição venezuelana ao assumir, a 03 de janeiro, a presidência da Assembleia Nacional, única instituição à margem do regime vigente no país.
Nicolás Maduro iniciou a 10 de janeiro o seu segundo mandato de seis anos como Presidente da Venezuela, após uma vitória eleitoral cuja legitimidade não foi reconhecida nem pela oposição, nem pela maior parte da comunidade internacional.
A 15 de janeiro, numa coluna de opinião publicada no diário norte-americano ‘The Washington Post’, Juan Guaidó invocou artigos da Constituição que instam os venezuelanos a rejeitar os regimes que não respeitem os valores democráticos, declarando-se “em condições e disposto a ocupar as funções de Presidente interino com o objetivo de organizar eleições livres e justas”.
Os Estados Unidos, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e quase toda a América Latina – à exceção de México, Bolívia e Cuba, além da Rússia, que se mantêm ao lado de Maduro, que consideram ser o Presidente democraticamente eleito da Venezuela -, já reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.
Por seu lado, a União Europeia defendeu a legitimidade democrática do parlamento venezuelano, sublinhando que “os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados” e instando à “abertura imediata de um processo político que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional”.
Da parte do Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou na quarta-feira o seu pleno respeito “à vontade inequívoca” mostrada pelo povo da Venezuela e disse esperar que Nicolas Maduro “compreenda que o seu tempo acabou” e apelou à realização de “eleições livres”.
A Venezuela enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

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