Ana Pires é a primeira mulher cientista-astronauta portuguesa

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Ana Pires, estudante da escola de Engenharia do Politécnico do Porto e investigadora no INESC TEC, é a primeira mulher portuguesa a receber o diploma de cientista-astronauta da NASA

Ana Cristina Pires, estudante do Mestrado em Engenharia e Eletrotécnica e de Computadores – Ramo de Sistemas Autónomos do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), foi uma dos 12 selecionadas entre centenas de candidaturas todo o mundo e de diferentes áreas.
A participação no curso, que contou com o apoio do ISEP e do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) onde Ana Pires é investigadora, deu-se no âmbito do projeto de investigação PoSSUM – Ciência Suborbital Polar na Alta Mesosfera, explica o Politécnico do Porto (P.PORTO) numa nota enviada ao ‘Mundo Português’.
O diploma foi-lhe dado após a conclusão com êxito do curso que decorreu em Embry-Riddle Aeronautical University, na Flórida (EUA).
O objetivo do curso é preparar os candidatos para um voo espacial suborbital como cientistas e formar cientistas-astronautas ou, segundo as categorias oficiais da NASA, os intitulados ‘Mission Specialist’ ou ‘Payload Specialist’, informa ainda o P. PORTO.
A formação que Ana Cristina Pires realizou teve a duração total de um mês e meio e incluiu uma parte teórica e outra prática em aeronáutica e aeroespacial.
A investigadora portuguesa fez uma simulação de uma missão, com fato espacial, treinos em aviões de acrobacia aérea de habituação às forças G e treinos na câmara hiperbárica para se observarem efeitos de hipoxia.
“Este é o primeiro passo para continuar uma formação especializada na Indústria Espacial. Existem inúmeros cursos no âmbito deste programa e eu estou muito interessada em continuar a trabalhar e continuar a perseguir este sonho”, revela Ana Pires, citada na nota do P.PORTO.
A investigadora aponta como próximo objetivo “os cursos de operações com fatos espaciais, avaliação de microgravidade, ciências atmosféricas e geológicas e técnicas de detecção remota aplicadas à mesosfera”.
“Em termos pessoais, existem metodologias e técnicas relacionadas com a deteção remota e aquisição de imagem, que foram abordadas neste curso e que podem perfeitamente serem aplicadas nas investigações do ISEP e do INESC TEC, nas áreas das geo-tecnologias do mar, modelação e cartografia aplicada”, declara Ana Pires.
Ana Pires é formada em Engenharia Geotécnica e do Geoambiente pelo ISEP, tem um Doutoramento Europeu em Geociências pela Universidade de Aveiro (Especialidade em Recursos Geológicos e Geoamateriais). Atualmente, é bolseira de Gestão de Ciência e Tecnologia do ISEP e investigadora do CRAS, do INESC TEC.

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