As 18 revindicações dos ‘coletes amarelos’ em Portugal

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Os protestos marcados para esta sexta-feira em todo o país  estão a ser organizados através das redes sociais, sobretudo no Facebook, e alargam-se já a várias cidade pelo país.

O protesto é inspirado nas manifestações dos ‘coletes amarelos’ de França e são várias as exigências. Combate à corrupção, aumento dos salários e diminuição de impostos são apenas três.

Um dos movimentos criados, o ‘Vamos Parar Portugal’, foi lançado por “um grupo de cidadãos comuns, sem cores partidárias nem aspirações a tal”, lê-se no manifesto divulgado na página do grupo no Facebook, onde o evento está a ser organizado.

“As nossas reivindicações são as mesmas da maioria dos portugueses e visa alertar para ações governativas, deste e dos outros governos, que, entendemos, não estão ou estiveram a cumprir o estado democrático e os direitos básicos dos cidadãos como descritos na Constituição Portuguesa”, dizem ainda.

Os responsáveis afirmam ainda que não defendem “ideologias raciais, nem de gênero” e queixam-se de que “os impostos são cada vez maiores e os direitos e os serviços sociais, tais como a saúde, educação, justiça e segurança pública vão sendo esvaziados apesar do aumento dos impostos”.

Na sua página no Facebook enumeram as 18 reivindicações:

– Diminuição dos impostos (IVA,IRS,IMI Etc.)relacionados com os combustíveis, energia e bens essenciais. (Alimentação, gás, água e luz);

– Aumento dos ordenados mais baixos. Diminuição da carga fiscal para as empresas, para sustentabilidade do aumento dos vencimentos;

– Diminuição do poder negocial dos grandes grupos económicos, tais como as grandes superfícies, de modo a garantir a sobrevivência e todas as PME’s responsáveis pela produção dos bens e serviços e que são as principais entidades empregadoras em Portugal;

– Diminuição dos encargos com toda a classe parlamentar ( viagens, subsídios de residência, Seguros de Saúde etc.).os mesmo encargos serão pagos ao preço comuns a todos os portugueses e de acordo com a capacidade da dívida pública, ou seja, quanto maior o endividamento do estado maior a redução dos seus benefícios;

– Dotação de meios e recursos para todos os profissionais de saúde, segurança pública e educação, de modo a melhorar os serviços sociais prestados a todos os portugueses;

– Manutenção de todos as empresas públicas dotando-as de recursos ao invés de pagar vencimentos absurdos aos seus gestores;

– Revisão nas parcerias público privadas danosas para o estado, com a devida responsabilização dos administradores públicos responsáveis;

– Dotação de meios e recursos para o ministério público e sistema judiciário de modo a combater a corrupção em Portugal;

– Igualdade de tratamento pela justiça aplicando a lei de forma imparcial, não beneficiando qualquer classes;

– O critério para atribuição de pensões e subsídios deve ser igual para todos os portugueses, sem beneficiar qualquer cidadão português especialmente os da classe política, devendo diminuir os valores elevados que não obedecem aos mesmos critérios da maioria dos portugueses e aumentar as reformas mais baixas;

– Atribuição de subsídios aos que realmente comprovem deficiência e doenças, que impossibilitem uma atividade profissional, aumentando o valor dos mesmos;

– Igualdade nos direitos para todos os portugueses, pois não existem portugueses de 1° e portugueses de 2°;

– Responsabilização dos administradores públicos que façam uma gestão danosa dos dinheiros e património do estado obrigando os mesmos a pagar os prejuízos.

– Obrigar os grandes administradores financeiros a assumir e a pagar aos prejuízos que, deliberadamente induziram, não utilizando os dinheiros públicos, como foi o caso da falência dos bancos;

– Os organismos / empresas públicas e entidades reguladoras devem ser geridas por pessoas com competência comprovada e não pela cor política;

– Maior controle das contas públicas pelo tribunal de contas e o tribunal constitucional, com encaminhamento das irregularidades para a justiça;

– Referendo nacional aguardando a assinatura de tratados internacionais importantes tais como o pacto global para a migração segura, entre outros, assim como de todas as leis que possam vir a beneficiar pessoas, partidos, empresas e IPSS;

– Tratamento de igual para todos os portugueses pelo sistema fiscal não beneficiando as grandes empresas ou grupos sociais isentando os de cumprir e pagar impostos, coimas ou juros;

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