Secretário de Estado das Comunidades vai visitar presos portugueses em França

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O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas vai visitar, na quinta-feira, dia 20, alguns detidos portugueses na zona de Paris, para ilustrar que também estes cidadãos merecem um acompanhamento especial do Estado.
“Na próxima quinta-feira, porque é a época em que a privação da liberdade é mais sentida pelas famílias, vou visitar alguns dos detidos portugueses que temos em França”, disse José Luís Carneiro, em declarações à margem da apresentação do Relatório da Emigração, em Lisboa.
“Vou para poder mostrar um trabalho desenvolvido de apoio com bens pessoais e em diálogo com as famílias, mas também de apoio financeiro, aliás, temos um programa de Natal destinado aos detidos portugueses no estrangeiro”, acrescentou o responsável.
O objetivo, concluiu, é “procurar ilustrar aos portugueses que aqui se encontram que há cidadãos portugueses, a grande maioria bem-sucedidos, felizmente, mas há também aqueles que se veem privados da sua liberdade por razões diversas e que merecem da parte do Estado um acompanhamento e uma atenção muito especial”.

Menos nacionais detidos no estrangeiro

Questionado sobre a evolução do número de portugueses detidos no estrangeiro, José Luís Carneiro explicou que “o número não tem aumentado” e vincou que os dados preliminares relativos a 2018 “mostram um decréscimo de portugueses detidos”, mas alertou que estes dados contemplam apenas os presos que solicitaram apoio.
“Nós apenas temos registo dos que solicitam apoio aos postos consulares, mas há outros que não são do nosso conhecimento, e muitas vezes os detidos pedem sigilo e nem querem que as famílias tenham conhecimento dessas situações”, concluiu.
O número de portugueses que foram detidos no estrangeiro em 2017 diminuiu para 168, contra 183 no ano anterior, totalizando 1.942 cidadãos nacionais presos em todo o mundo, de acordo com o Relatório da Emigração.
Segundo o documento, que cita dados da Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP), do total de detidos em 2017, 14 foram colocados em liberdade, sendo que o maior número de portugueses presos no estrangeiro nesse ano está em França (76), Brasil (20) e Marrocos (15).
Dos portugueses presos em 2017, a maioria (104) está na Europa, enquanto no resto do mundo há 64.
O relatório, elaborado pelo Observatório da Emigração, refere que sobre os motivos de detenção, o tráfico de droga “continua a ser o que apresenta um valor mais expressivo”, com 18 casos, mas ressalva que em 97 casos não foi possível apurar o motivo da detenção.

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