Leitura do acórdão da Operação Fizz marcada para 7 de dezembro

Data:

A leitura do acórdão do processo Operação Fizz, que tem como um dos arguidos o ex procurador Orlando Figueira e que envolve o crime de corrupção, foi marcada para 07 de dezembro.

A marcação da data da leitura do acórdão para a próxima sexta-feira às 14:00 foi feita pelo coletivo de juízes na sessão de alegações finais do julgamento.

O processo Operação Fizz tem como arguidos o ex-procurador do Departamento Central de Investigação e Ação penal Orlando Figueira, o empresário Armindo Pires e o advogado Paulo Blanco, todos acusados, em coautoria, de corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

Nas alegações de hoje, após uma alteração não substancial dos factos e qualificação jurídica determinada pelo tribunal, os advogados dos três arguidos reiteraram a inocência dos mesmos e o Ministério Público remeteu para o que pediu a 21 de junho.

A procuradora Leonor Machado pediu a condenação de Orlando Figueira por corrupção passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais e de Paulo Blanco por corrupção ativa, mas a penas de prisão suspensas na sua execução.

Quanto ao empresário Armindo Pires, a procuradora pediu aos juízes que decidam de acordo com o melhor critério, considerando, contudo, que não há factos que comprovem que o arguido cometeu um crime de corrupção.

A defensora oficiosa do ex-procurador insistiu hoje na inocência do seu cliente, referindo que no processo “não há provas ou indícios de conluio para os três arguidos cometerem o crime de corrupção”.

Carla Marinho pediu “coragem ao tribunal para por fim a este processo com uma absolvição total e não ‘in dúbio pro reu’”.

A advogada Rita Relógio, defensora de Paulo Blanco, alegou que a tese da acusação é uma enorme fantasia, incompreensível e negligente”, pedindo também a total absolvição do seu cliente.

Para Rui Patrício, advogado de defesa de Armindo Pires, após a análise das provas do processo “é muito fácil a absolvição”, alegando que o seu cliente foi “um arguido acidental a quem não imputaram factos concretos”.

O julgamento do processo Operação Fizz começou a 22 de janeiro e assenta na acusação de que o ex-vice-Presidente angolano, Manuel Vicente, corrompeu Orlando Figueira, com o pagamento de 760 mil euros, para que este arquivasse dois inquéritos em que estava a ser investigado, um deles o caso da empresa Portmill, relacionado com a aquisição de um imóvel de luxo no Estoril em 2008.

O processo relativo a Manuel Vicente, acusado de corrupção ativa, foi separado e entregue às autoridades angolanas.

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.