Monte da Capela um segredo do alentejo para o mundo

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Reza a lenda que Santa Luzia apareceu a uns pastorinhos na região de Pias – Serpa, junto a uma oliveira e mandou erguer uma ermida para a sua invocação. O nome Monte da Capela surge desta ermida construída no séc. XVI nos seus terrenos e em memória à padroeira que ainda é inspiradora para as festividades de toda a região. 

A tradição da história repete-se no vinho. O Monte da Capela foi o resultado do engenho, sabedoria e experiência acumulada dos seus sócios. A liderança das maiores empresas da fileira do vinho e da promoção do Alentejo, foi inspiradora para o desenvolvimento de um projeto pessoal que aproveitou o melhor do terroir de Pias e das castas alentejanas para a criação de vinhos singulares na concentração da cor e aroma.

Alentejo, Pias
O Monte da Capela está localizado na região vitivinícola do Alentejo. Situado na sub-região de Moura, concretamente em Pias, concelho de Serpa.
Moura apresenta características de acentuada continentalidade. O clima caracteriza-se pelos elevados valores das temperaturas máximas, pela reduzida pluviosidade (500 mm/ano) e pelas elevadas amplitudes térmicas. Os valores da insolação ultrapassam as 3.000 horas/ano. A insolação é muito elevada particularmente no trimestre que antecede as vindimas, contribuindo para a perfeita maturação das uvas e qualidade dos vinhos.
Curiosamente, como nos diz Clara Roque Vale, esta região produz tanta qualidade reconhecida que “há hoje em dia mais de duzentas marcas de Pias, quando na realidade existem apenas oito delas que são efetivamente da região”.E tudo isto se pode fazer “legalmente” poque o termo Pias não é protegido. Isto levou a que a empresa começasse a produzir outras marcas, nomeadamente o “Monte da Capela”. Esta sub-região abrange partes dos concelhos de Moura e Serpa. De referir dois núcleos de produção de vinho: um, junto a Moura e outro, com muito prestígio, situado próximo de Pias, concelho de Serpa. Fica situada no Baixo Alentejo interior, na margem esquerda do Guadiana, junto à fronteira com Espanha.

De onde nasce a diferença
O Monte da Capela está localizado na sub-região de Moura na margem esquerda do rio Guadiana, a região mais quente de Portugal. O terroir é baseado em solos de calcário e no clima único da região de Pias, capaz de produzir vinhos concentrados no aroma e no sabor.
A Herdade foi adquirida no ano 2000, tendo sido completamente replantada, explica Edgar Azevedo, que refere ainda terem sido introduzidas novas castas mais ao gosto dos grandes consumidores. Castas tintas: Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Alicante Bouschet e Touriga Nacional; Castas brancas: Antão Vaz e Arinto.
Clara Roque do Vale esclarece que todas as vinhas da empresa estão preparadas para a produção de vinhos DOC Alentejo.
As uvas são obtidas em solos de origem calcária, pouco férteis e em encostas com considerável declive, o que, associado ao tipo de castas, às técnicas culturais e ao clima, transmitem aos vinhos características sui generis e de grande qualidade. Os vinhos ali obtidos são vinhos fortes e concentrados, na cor e no aroma. A partir de 2010 a vinificação passou a ser feita na adega própria que então construiram.
Para Clara Roque do Vale ainda há muito a fazer pelos vinhos portugueses, “Portugal ainda não é reconhecido como um produtor de qualidade. Apesar de vencermos muitos prémios, quando se tem de decidir entre um francês e um português a escolha recai quase sempre no francês”. Por isso há um trabalho que já está a ser feito mas que tem de continuar.

Carlos Roque do Vale
Fundador e administrador de grandes produtores de vinho alentejano. Assumiu durante 9 anos cargos de presidência numa das maiores cooperativas do Alentejo e fundou um dos maiores produtores privados da região. Foi membro do Conselho Geral da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana e diretor da Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo.

Clara Roque do Vale
Engenheira Agrónoma, desempenhou vários cargos de chefia em instituições como o Ministério da Agricultura e Pescas e a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), durante 12 anos. Foi presidente da Associação Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas, membro da Comissão Consultiva do Instituto da Vinha e do Vinho e da Assembleia Geral da Viniportugal.

Edgar Azevedo
Larga experiência na área comercial na indústria das garrafas, enquanto fornecedor da fileira do vinho. É o sócio fundador da empresa.

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