Fileira da castanha pede mais iniciativa empresarial para novos produtos

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A castanha é dos produtos agrícolas mais rentáveis e a produção está a crescer em Portugal, mas faltam iniciativas empresariais para novos produtos da fileira, como foi observado num fórum internacional sobre o setor em Bragança.
A região de Trás-os-Montes é a maior produtora portuguesa de castanha, mas além da comercialização direto do fruto, que não tem problemas de escoamento, pouco mais é feito na fileira, como constatou Albino Bento, o presidente do Centro Nacional de Competências de Frutos Secos.
Albino Bento deu o exemplo da vizinha região espanhola da Galiza, onde se fazem “dez, onze produtos a partir da castanha”, enquanto do lado português pouco mais é feito do que a congelação e farinha, por falta de iniciativa empresarial para novos negócios.
Segundo explicou, na fileira portuguesa existem “três ou quatro empresas ou cooperativas de boa dimensão que escoam grande parte do produto”. Além disso, “não se tem apostado muito é na segunda transformação”.
“Tem sido feita a primeira transformação, que é descasque/congelação, e deveríamos passar um bocadinho também para outras áreas de negócio, não só a farinha, mas há muitas outras coisas que podem ser feitas com castanha e poderiam aparecer pequenas empresas nesses nichos de mercado”, defendeu.
A castanha em calda é um exemplo de negócio, têm é “de aparecer empreendedores que façam isso”, como defendeu.
Debater as perspetivas de evolução do setor para os próximos 30/40 anos foi o propósito do Fórum Internacional da Castanha que decorreu sexta-feira, em Bragança, integrado no programa da Feira Internacional do Norte Norcaça, Norcastanha e Norpesca.
O presidente do Centro Nacional acredita que a castanha “é uma produção de futuro” e prova disso é o aumento da área de novas plantações nos últimos anos, estimadas entre “oito a dez mil hectares” que significação um crescimento de 10 mil toneladas anuais na produção, atualmente estimada em cerca de 40 mil toneladas.
O castanheiro, como disse, “é uma espécie com algumas dificuldades climáticas, que não funciona em muitas região e por isso é que ele está concentrado muito em Trás-os-Montes e na zona dos Soutos da Lapa porque precisa de condições climáticas muito específicas”.
Havia muitos mais castanheiros na Terra Quente Transmontana e agora desapareceram de lá por causa do aquecimento, apontou.
“Se o tempo continuar a aquecer é natural que o castanheiro suba para zonas mais altas, sendo uma cultura que tem estas condicionantes climáticas, com a entrada em produção que não é muito rápida, é uma cultura que não pode ir para muitos locais”, acrescentou.
Albino Bento acredita que o castanheiro “será uma cultura de futuro para estas terras altas, para estas terras frias”.

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