Muro em frente ao Mosteiro da Batalha reduziu ruído em mais de 20%

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O muro construído em frente ao Mosteiro da Batalha, junto ao IC2, reduziu em mais de 20% o ruído, permitindo cumprir os valores regulamentares, afirmou o presidente do município.

De acordo com um estudo técnico divulgado pela Câmara da Batalha, liderado por Paulo Batista Santos (PSD), no Dia do Município registou-se uma “evolução positiva dos níveis do ruído na zona do Mosteiro da Batalha, face a igual análise realizada em 2014”.

O trabalho realizado pelo Laboratório de Ruído e Vibrações permite evidenciar que no espaço em redor, entre o IC2 e o monumento, classificado como Património Mundial da UNESCO, os “parâmetros medidos cumprem atualmente os valores regulamentares, já que se situam abaixo de 65 dB(A) e 55 dB(A), respetivamente”.

“As medições realizadas expressam reduções de 9 e 10 dB(A), respetivamente no descritor das 24 horas (Lden) e no descritor noturno (Ln), o que supera uma diminuição superior a 20%”, refere Paulo Batista Santos, salientando que estes valores “são tão relevantes que levam o mosteiro a cumprir a Lei do Ruído” e garantem a “proteção” do Mosteiro de Santa Maria da Vitória.

Também as vibrações foram avaliadas e registam igualmente uma evolução muito favorável. Os níveis medidos permitem concluir, por exemplo, “que as vibrações, de caráter continuado, registadas durante o ensaio realizado, provocadas pelo tráfego rodoviário no IC2/N1, apresentaram valores de vibração inferiores ao valor limite máximo estabelecido pela norma DIN 4150-3, pelo que não há risco de dano no edifício decorrente da estrada”.

Quanto à avaliação de incomodidade devida a vibrações, indicador considerado muito relevante face à presença de milhares de visitantes no monumento (o terceiro monumento mais visitado de Portugal), os técnicos consideram “ter havido uma redução significativa da propagação de vibrações, passando este efeito a estar abaixo do limiar de sensibilidade”.

Ou seja, precisa Paulo Batista Santos, o chamado “conforto das pessoas” melhorou, uma vez que “reduziu o impacto da trepidação”.

Esta obra gerou polémica no concelho da Batalha, distrito de Leiria, com algumas pessoas a insurgirem-se contra o impacto visual que o muro provocava.

“O mérito não é do presidente de Câmara, mas de um conjunto de pessoas que se empenharam em realizar este projeto. Hoje os nossos técnicos mostram que era possível assegurar a preservação do mosteiro”, adiantou o autarca.

O presidente da Câmara da Batalha frisa que este “foi um bom investimento e é o único monumento que fez a diferença na defesa do património”.

Paulo Batista Santos acrescenta que “este projeto foi realizado em estreita parceria com a Direção-Geral do Património Cultural, a concessionária Infraestruturas de Portugal e ainda teve financiamento da União Europeia, além do apoio da Assembleia da República, do Governo e de muitas personalidades nacionais e estrangeiras, a quem o Município da Batalha agradece e felicita pela coragem” de ajudarem a fazer “um projeto único em termos nacionais, na defesa de um património também ele singular”.

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, travada a 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.

Por esse facto, o Dia do Município da Batalha foi comemorado a 14 de agosto, data que este ano é assinalada através da conclusão deste “importante” projeto para a preservação do mosteiro da Batalha, refere uma nota da autarquia.

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