Hoje temos marchas populares e sardinha a 1,50 cada uma

Data:

A comerciante afirmou que o preço da sardinha “subiu um pouco”, em relação ao ano anterior, mas houve necessidade de manter a 1,50 euros a unidade – vendida no pão – porque, este ano, a adesão por parte dos turistas “está fraca só por si”.
“Nota-se bastante, tanto nas mesas como na rua”, lamentou.
Raquel Chaves assegurou que “a sardinha continua a ser o mais vendido, mas há uma quebra nos outros produtos”, e que o “Retiro da Tia Alice” compra congelada, uma vez que a fresca “não vale a pena, porque fica seca quando vai à chapa”.

Os turistas estrangeiros continuam a ser o principal público a passar pelo arraial de Alfama, mas há um ano “havia mais afluência de pessoas”, assegura a comerciante.
Mais acima, no “Retiro da Recoqueira”, Ana Palma, de 34 anos, disse à Lusa que o negócio este ano “tem corrido bem”, mas “não se tem visto tantas pessoas como nos outros anos”.
“Não sei se é por haver mais arraias por Lisboa”, questionou.


A sardinha também está a 1,50 euros a unidade e a comerciante vincou que “há sete anos que está igual”.
“As pessoas já se queixam que vir aos santos é caro. Enquanto der para manter, vamos deixar assim o preço”, justificou Ana Palma, elencando que também compram sardinha congelada “porque é mais prático”.
Pelo retiro da “Recoqueira” já passou “um pouco de tudo”, inclusive turistas das zonas “do Alentejo e do Porto”.
Cecília Lopes é a responsável pelo “Retiro Tia Beatriz” e assegurou que a sardinha está também a 1,50 euros, um preço que considera ser “acessível”.
A responsável de 59 anos assegurou que as restrições à pesca da sardinha não afetaram o negócio e que no “Retiro da Tia Beatriz” também se optou pela sardinha congelada.
“Nós aqui trabalhamos mais à base de sardinha congelada, mas boa”, assegurou a comerciante, esclarecendo que “os clientes já estão habituados”.
O mais pedido “é sempre a sardinha”, mas houve “um bocadinho de quebra” no volume de vendas em relação ao mesmo período no ano passado.
Cecília Lopes saiu de Alfama e mudou-se para uma habitação social, na Rua dos Sapadores, e explicou à Lusa que regressar para as Festas de Lisboa dá “um pouco mais de alegria por não viver cá”.
“ [O negócio] já vem dos nossos antepassados e vai passando para os nossos filhos”, rematou.
O “Retiro Mãe e Filhos”, localizado no centro do arraial de Alfama, é um dos mais procurados pelos turistas, e Tina Costa, a responsável, diz que a sardinha está entre um euro e 1,50 euros.
O peixe é “fresco” e a comerciante de 59 anos disse à Lusa que por dia são vendidas “umas cinco caixas”, levando cada “à volta de dez quilos”.
Apesar de a sardinha ter saída para os turistas que visitam o bairro, o negócio “vai andando devagarinho”.
“Acho que o ano passado foi o melhor”, confessou Tina Costa, afirmando que espera “uma quebra” depois do feriado municipal, na quarta-feira.
Os turistas estrangeiros são os que mais visitam o bairro de Alfama, “mas o português vem sempre”.
O ponto alto das Festas de Lisboa deve acontecer entre terça-feira e quarta-feira, e até ao final do mês há arraiais por toda a cidade.

 

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.