Papa Francisco pede à Igreja que proteja os mais fracos na República Centro Africana

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O Papa Francisco enviou uma carta ao Bispo Auxiliar de Bangassou, República Centro Africana, a pedir à Igreja e ao bispo a ser “protector dos mais fracos, promotor da reconciliação e depositário de esperança”.

A situação dramática que se vive na República Centro-Africana continua a ser acompanhada com muita preocupação pelo Papa Francisco, destaca uma nota divulgada pela Fundação AIS (Ajuda à Igreja Que Sofre).
Este semana foi tornada pública uma carta que o Papa enviou ao Bispo Auxiliar de Bangassou, D. Jesús Ruiz Molina.
Na missiva, enviada a 25 de maio mas só agora conhecida pela agência ACI Digital, o Sumo Pontífice convida a Igreja em geral e o prelado em particular a ser “protector dos mais fracos, promotor da reconciliação e depositário de esperança”.
Nela, o Papa mostra um conhecimento profundo e um acompanhamento permanente da situação trágica que se vive naquele país africano.
Francisco assegura sentir-se “comovido” perante as “duras provações que tantos irmãos e irmãs devem enfrentar nestas terras, devido à perseguição e às injustiças sem fim, aos sofrimentos e às incompreensões que os afligem, devido aos seus esforços por tentar defender a dignidade e aliviar a dor de muitas pessoas, indiferente da pertença religiosa”.
Ainda na carta lembra que a Igreja, “como mãe carinhosa, está presente ao lado de quem sofre”, e incentiva o Bispo ultrapassar “a sensação de impotência nos momentos de provação”, sublinhando que “não está sozinho”, porque o Senhor é a sua força e nunca abandona”.
A Fundação AIS lembra que a situação humanitária na República Centro-Africana, “que já era grave”, piorou nos últimos meses com a escalada da violência naquele país.
“Ainda recentemente, e por mais de uma vez, uma patrulha militar portuguesa foi atacada por elementos armados, tendo havido troca de tiros nomeadamente na localidade de Bambari, situada a cerca de 400 quilómetros da capital”, recorda.
A coordenadora humanitária da ONU no país, Najat Rochdi, sublinha a necessidade de alertar a comunidade internacional para a dimensão da tragédia em curso que está a afectar as populações em geral, mas muito particularmente as crianças, destaca ainda a Fundação AIS.
No espaço um ano houve um aumento de cerca de 70 por cento do número de deslocados internos e as Nações Unidas calculam ser necessários cerca de 440 milhões de euros para se fazer face às medidas de emergência humanitária para este país africano, “mas apenas 20% do montante foi financiado até agora”.
A República Centro-Africana está mergulhada há vários anos em confrontos violentos entre grupos extremistas muçulmanos, os Séléka, e grupos de auto-defesa, os Anti-Balaka. Em Maio último, pelo menos 70 pessoas morreram na capital, Bangui.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 70% das famílias não têm acesso à água potável e 80 por cento não têm acesso a saneamento básico, recorda Ainda a Fundação AIS.
Actualmente 670 mil pessoas estão deslocadas dentro do próprio país e 580 mil encontram-se em campos de refugiados em países vizinhos como os Camarões e o Chade.

Ana Grácio Pinto

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