No fim de semana as entradas no Museu Berardo são gratuitas

Data:

O Museu Berardo está de portas abertas gratuitamente e terá ainda atividades especiais a 23 e 24 de junho

O Museu Berardo, em Lisboa, celebra 11 anos de atividade com um fim de semana de entradas gratuitas. A 23 e 24 de junho os visitantes são ainda recebidos com uma programação especial de atividades para adultos e crianças.
De acordo com uma nota do Museu Coleção Berardo, além das entradas gratuitas nas exposições, serão realizadas atividades especiais no espaço museológico, instalado no Centro Cultural de Belém (CCB), desde junho de 2007.
Oficinas para todos os públicos, visitas temáticas de 30 minutos pelas obras dos artistas ou pelos principais movimentos da arte moderna e contemporânea, e a apresentação em vídeo de visitas orientadas pelos críticos e historiadores de arte convidados pelo Serviço Educativo ao longo dos últimos anos são algumas das propostas do Museu Berardo para o fim de semana.
Nestes onze anos, segundo as estatísticas da instituição, o Museu Coleção Berardo recebeu quase oito milhões de visitantes e apresentou 92 exposições.
O museu foi criado na sequência de um acordo de empréstimo por dez anos de parte da coleção privada do colecionador e empresário madeirense José Berardo, assinado com o Governo em 2006.
O acordo entre o Estado e o colecionador para manter o Museu Berardo no CCB terminou em 2016, obrigando ao fim das entradas gratuitas, que passaram a ser pagas, mas a entrada gratuita mantém-se aos sábados e em dias especiais, como o Dia Internacional dos Museus.
O Museu Berardo abriu com um acervo inicial de 862 obras da coleção de arte do empresário, avaliadas em 316 milhões de euros, pela leiloeira internacional Christie’s, antes da abertura do museu.

Museu Coleção BerardoProgramação das visitas temáticas a 23 e 24 de junho (a receção do Museu será o ponto de encontro):

Visitas temáticas a 23 de junho
-Piet Mondrian e uma nova imagem de super-homem
O homem moderno foi o homem do desenvolvimento tecnológico, da era da máquina, da cidade e das suas velocidades. O homem moderno já voa… pelo território, pela filosofia, pelo desafio. De que modo é que a pintura neoplasticista nos traduz a ideia de super-homem?
Em torno da exposição Linha, Forma e Cor – Obras da Coleção Berardo.
Horário: 15h00.

-Talking Picture de Man Ray escuta o som experimental de John Cage?
Dos ready-mades dadaístas aos importantes acasos surrealistas, Man Ray surpreende-nos com obras nas quais os discursos são plurais e experimentais. Na Coleção Berardo, também o som entra no seu leque tão pouco convencional.
Em torno da exposição Coleção Berardo 1900–1960.
Horário: 15h45.

-De Marcel Duchamp a Joseph Kosuth — a desmaterialização do objeto artístico
As apropriações dos objetos do dia-a-dia para o campo do objeto artístico vieram distanciar-nos da dimensão física e material. A escolha, a nomeação, a definição são as matérias-primas de um novo olhar, de uma nova validação… de uma conceptualização da obra de arte.
Em torno das exposições Coleção Berardo 1900–1960 e Coleção Berardo 1960–2010.
Horário: 16h30.

-Atividade contínua Os enredos da Coleção Berardo
O Museu Coleção Berardo comemora 11 anos. Muitas foram as exposições aqui realizadas, nas quais se criaram diferentes abordagens, diálogos e relações entre as obras da coleção. Pensar numa imagem por si mesma? Ou pensar numa imagem em relação a tantas outras? Olhares coletivos e olhares individuais. Afinal, como nos relacionamos com as obras de arte? Que pensamento criamos a partir delas? Para comemorar este 11.º aniversário, convidamos o público a visitar o Museu, a criar connosco um grande mapa de enredos e a entrar num jogo de imagens, ideias, palavras e relações.
Horário: 15h00–18h00 | Para todas as idades.

-As Escolhas dos Críticos
Apresentação em vídeo das visitas orientadas pelos críticos e historiadores de arte convidados pelo Serviço Educativo ao longo dos últimos anos.
Horário: 14h30–19h00 | Auditório do museu.

Visitas temáticas a 24 de junho
-O quadrado
O quadrado é uma figura essencial no vocabulário da arte abstrata. Definido como um retângulo com os lados iguais, o quadrado afasta-se dos tradicionais formatos vertical e horizontal, respetivamente do retrato e da paisagem. Assim, cria uma superfície encerrada sobre si mesma e, como tal, sintomática do processo de isolamento dos elementos internos que caracteriza a abstração.
Nesta visita, iremos revisitar a recorrência do quadrado na arte abstrata, não só como figura mas também como suporte, meio e consequência do processo de progressiva redução dos elementos fundamentais da pintura — inscrevendo-se simultaneamente como forma visual e produção intelectual.
Horário: 15h00.

-A grelha
A par do monocromo, a grelha geométrica é um dos paradigmas da arte abstrata. Com precedentes na pintura antiga e no uso da perspetiva, aquela tem a função histórica de criar a estrutura subjacente à distribuição das figuras pelo quadro. Com o abandono da representação e do «anel do horizonte», que faziam do quadro um duplo da realidade, a grelha avança para o primeiro plano. Assim, afirmando-se como meio de separação entre a realidade pictórica interna e o exterior que lhe servisse de referente, inscreve-se como meio essencial para a definição da pintura enquanto medium específico e autónomo.
Horário: 15h45

-O monocromo
O monocromo e a grelha são os dois paradigmas da abstração. Definido simplesmente como pintura de uma cor só, o monocromo é alvo de várias reinvenções e vários retornos ao longo da história da arte do século XX. Assentando nas qualidades da pura materialidade, entende-se frequentemente o monocromo como veículo de acesso a uma dimensão espiritual; isto é, na sua redução e no seu despojamento visual, na sua procura pela essência da pintura, aponta uma superação da experiência puramente material, física, terrena, funcionando como facilitador de acesso às realidades transcendentes.
Horário: 16h30.

-Atividade contínua Desenhas tu ou desenho eu!?
Construção de engenhos «desenhantes», máquinas de desenho, que permitem criar no espaço uma rede de linhas e manchas que se cruzam e que dialogam umas com as outras. Partindo da exposição da Coleção Berardo, o público é desafiado a utilizar e a manipular estas máquinas e realizar os próprios desenhos/pinturas no espaço do Museu, levando consigo folhas de papel intervencionadas.
Horário: 15h00-18h00 | Para todas as idades.

-As Escolhas dos Críticos
Apresentação em vídeo das visitas orientadas pelos críticos e historiadores de arte convidados pelo Serviço Educativo ao longo dos últimos anos.
Horário: 14h30–19h00 | Auditório do museu.

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